Wilson Lima afirma que Carnaval no Amazonas será mantido em 2022

Wilson Lima afirma que Carnaval no Amazonas será mantido em 2022


Em balanço sobre as principais ações do ano, governador também falou sobre garimpo ilegal no Rio Madeira, CPI da Covid e decreto sobre as festas de Réveillon. Governador do Amazonas, Wilson Lima, faz balanço de atividades em 2021
O Carnaval no Amazonas será mantido em 2022. Foi o que afirmou o governador do estado, Wilson Lima (PSC), durante entrevista ao g1 nesta terça-feira (28).
A princípio, a ideia é que a festa seja realizada sem público, com transmissões ao vivo da programação. A autorização para eventos com público dependerá do comportamento de casos e mortes por Covid no Amazonas.
A declaração foi dada durante entrevista ao Grupo Rede Amazônica (GRAM), nesta terça, em que Wilson Lima fez um balanço as ações do governo em 2021. Ele falou sobre garimpo ilegal no Rio Madeira, CPI da Covid, segurança pública, e mais (leia abaixo).
"Quando eu mantenho o Carnaval , não é diversão pela diversão. Mas é a quantidade de empregos que isso gera. É sobre o músico que tá há muito tempo prejudicado porque não está fazendo shows, é a costureira que vai fazer os adereços, é o artista, é o cara que trabalha no som, na iluminação e isso garante o repasse de recursos por parte do Governo e também da Prefeitura pra essas agremiações", explicou.
Governador do Amazonas, Wilson Lima, faz balanço das ações em 2021.
Rede Amazônica
O governador também falou sobre as comemorações de Réveillon que serão realizadas no Estado. Recentemente, cidades como Manaus, Manacupuru e Tabatinga, cancelaram as atividades na virada do ano.
Um decreto em vigor no Amazonas proíbe a realização de eventos com mais de 3 mil pessoas até o dia 15 de janeiro. As multas por descumprimento chegam a R$ 500 mil.
"Eu baixei um decreto cancelando os grandes eventos até o dia 15 de janeiro. Está permitida a realização de eventos com até três mil pessoas, mas pra que isso, né? Pra gente, 50% da ocupação desses espaços é o suficiente. O que a gente pede às pessoas é que tenham prudência, é que sigam os protocolos, que usem máscara, garantam o distanciamento social", pontuou.
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Covid no Amazonas
No início de 2021, o Amazonas viveu um dos piores momentos da pandemia durante a segunda onda da Covid, com falta de oxigênio, superlotação dos hospitais e aumento da demanda nos cemitérios.
Por conta da segunda onda, o Carnaval de 2021 não aconteceu, assim como os blocos e festividades tradicionais que cercam a data, como a tradicional chegada da Kamélia.
"A crise que tivemos no início do ano serviu muito para entender como lidar quando se está sujeito à situações adversas e nenhum sistema está preparado pra isso e sistema nenhum conseguiu comportar o aumento, nem em países como Estados Unidos e grandes potencias mundiais que colapsaram seus sistemas de saúde", disse Lima.
Pacientes com Covid-19 sendo levados ao Hospital Delphina Aziz, em Manaus
Divulgação
Em relação à pandemia, Wilson também comentou sobre a CPI da Covid, a qual foi citado no processo que investiga fraudes na compra de respiradores. A denúncia, apresentada pela Procuradora Geral da República (PGR) ao Supremo Tribunal Federal (STF), aponta Wilson e mais 15 pessoas como responsáveis pelo desvio de R$ 3 milhões na compra de 28 respiradores.
"Eu ando bem tranquilo em relação a isso. Não há nenhuma mensagem de áudio, de vídeo ou qualquer indício de que eu cometi uma irregularidade. Fico muito tranquilo em relação a isso e confio no trabalho da Justiça e na decisão dos ministros", explicou.
Garimpo ilegal no Rio Madeira
Durante a entrevista, Lima também comentou sobre o garimpo ilegal na região do Rio Madeira. No mês de novembro, centenas de balsas e dragas de garimpo bloquearam um trecho do rio na região de Autazes e depois de uma operação de órgãos federais seguiu para o município de Borba, interior do Amazonas.
Vista aérea mostra balsas de garimpo ilegal no Rio Madeira, em Autazes (AM), no dia 23 de novembro.
Bruno Kelly/Reuters
Ontem, o governo Jair Bolsonaro recuou e suspendeu a autorização para mineração de ouro São Gabriel da Cachoeira (AM), após manifestações de órgãos como a Agência Nacional de Mineração (ANM), Fundação Nacional do Índio (Funai) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
Wilson Lima defendeu a 'extração familiar' de ouro na região do Rio Madeira, atividade que atualmente é ilegal.
"A gente precisa sentar todo mundo no Congresso, Câmara, Senado, pra gente encontrar uma solução pra é possível você fazer a mineração de forma responsável, respeitando o Meio Ambiente. Agora não é justo que a gente tenha tanta riqueza em muitas famílias no estado do Amazonas ainda estejam passando por dificuldade, passando fome, sem ter a oportunidade de poder garantir o sustento de também. É por isso que eu defendo que a gente tem que ter uma discussão nacional pra resolver esse problema do garimpo. Dando preferência a extração familiar, a pequenos núcleos familiares que possam fazer essa extração mineral", defendeu.
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Segurança no Estado
Entre as pautas abordadas pelo governador está a intensificação das ações de segurança no Estado. Recentemente o governo anunciou que iria intensificar as ações de segurança, principalmente no período de fim de ano.
Em 2021 o Amazonas teve um aumento na quantidade de homicídios e registrou déficit de policiais em delegacia especializada.
Em relação ao assunto, após 12 anos, o governo anunciou um concurso público com aproximadamente 2 mil vagas na área de segurança e reforma de batalhões no interior. Lima comentou sobre as fugas registradas em municípios do interior ao longo de 2021.
"Por parte do interior a gente de fato tem uma dificuldade histórica com relação as unidades onde esses presos são mantidos e nós estamos destinando recursos na ordem de R$ 50 milhões de reais pra reformar e ampliar batalhões de delegacias e também essas estruturas onde o detento fica", disse.
Zona Franca
Wilson também comentou sobre incentivos fiscais e tributários para atrair novos negócios par a Zona Franca de Manaus. Segundo ele, atualmente são mais de 100 mil empregos diretos gerados pelo sistema.
"Nunca nosso estado teve uma procura tão grande de empresas pra se instalarem aqui em Manaus, tanto que no momento em que começou a gente foi no rumo da Zona Franca. Hoje nós já superamos a casa de mais de 100 mil empregos diretos gerados na zona franca de Manaus. E há algum tempo que isso não acontecia", finalizou.
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Redação

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