Voluntários enfrentam dificuldades para manter abrigos de animais resgatados: ‘Dependem de nós’

Voluntários enfrentam dificuldades para manter abrigos de animais resgatados: ‘Dependem de nós’


Uma das voluntárias tira do próprio bolso pelo menos R$ 2 mil por mês para cuidar de 65 animais. Voluntários estão com dificuldades para manter abrigos de animais e pagar veterinários
Voluntários de ONGs estão precisando de ajuda para sustentar os animais que são resgatados após serem abandonados nas ruas ou sofrem maus-tratos. As despesas são muitas: ração de qualidade, veterinário, procedimentos de castração, materiais de limpeza e muito mais. O serviço prestado à sociedade não tem remuneração e vem preencher uma lacuna deixada pelos governos e por quem abandona um bicho de estimação.
Uma destas instituições é o gatil Marycats, que foi criado para dar um lar aos gatinhos que estavam sofrendo em Palmas. "Sou uma pessoa comum que trabalha e tem família, mas resolvi participar de um projeto beneficente ao ver o sofrimento dos animais nas ruas, principalmente gatinhos aos quais eu era até preconceituosa", disse a administradora Mariana Carla de Almeida.
Só que tem sido difícil controlar as contas de médicos e outras despesas. "Os animais de rua se forem atropelados ou estiverem passando fome, sede, com qualquer problema o Samu não vai buscar igual um ser humano. Eles não têm um hospital público veterinário, dependem somente de nós", disse a voluntária.
Gatos resgatados por ong
Reprodução/TV Anhanguera
A Giane Oliveira também tem enfrentado dificuldades pra manter a ONG Arca da Vida de pé, em Luzimangues, no distrito de Porto Nacional.
"Tem 35 gatos no quintal, que é o gatil, e dentro da minha casa, como não consegui fazer os canis, eles ficam dentro da minha casa, no quarto, na sala. Os cães ficam dentro da casa e os gatos no quintal. São 65 animais porque é o que eu consigo. Não tenho voluntários, cuido sozinha", disse.
Por amor aos animais, ela nem pensa duas vezes quando vê um animalzinho sofrendo na rua, mas o custo tem ficado pesado: são mais de R$ 2 mil por mês. "O que hoje está salvando a gente são as coisas de bazar que a gente posta nas redes sociais", comentou.
Recentemente a Giane fez uma parceria com a ONG Amiguinhos de 4 Patas, que cuida de quase 200 animais, para realizar um evento beneficente. "Esses animais sofrem muito. Sofrem abandono, sofrem maus-tratos, a fome, o frio porque as pessoas abandonam. Falam assim eu não quero mais e simplesmente descartam", disse a Luiza Negri.
Com as ONGs cada vez mais sobrecarregadas e com menos recursos, se cada pessoa puder ajudar o mundo dos animais vai ser muito mais feliz. "Por favor, não abandone. Se não puder criar não pegue, mas se pegar tenha responsabilidade de cuidar", comentou a Luiza Negri.
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Redação

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