Vendas de Natal em Roraima devem movimentar cerca de R$ 114 milhões, estima CNC

Vendas de Natal em Roraima devem movimentar cerca de R$ 114 milhões, estima CNC


Levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) estima que esse é maior valor já apresentado para a data comemorativa no estado. No entanto, volume de vendas deve ser o mesmo apresentado no ano passado, diz Fecomércio. Vendas devem movimentar cerca de R$ 114 milhões no comércio em Roraima
Reprodução/TV Integração
As vendas de Natal devem movimentar cerca de R$ 114 milhões no comércio varejista em Roraima, o maior valor já apresentado para a data comemorativa, conforme a estimativa da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).
No entanto, o assessor econômico da Fecomércio de Roraima, Fábio Martinez, acredita que o volume de vendas deve ser o mesmo apresentado no ano passado.
"Apesar do valor ser recorde, ao descontar a inflação do período, o volume de vendas deve ser o mesmo apresentado em 2020. Ou seja, o consumidor vai gastar mais e comprar menos produtos este ano, por conta da inflação".
Embora o país tenha apresentado uma normalização do fluxo de consumidores, o volume de vendas no Natal deverá sofrer o segundo recuo consecutivo. A expectativa é que a principal data comemorativa do varejo brasileiro, que tem representado 22% do total das vendas de dezembro nos últimos dez anos, registre uma redução em 2021, segundo a CNC.
Um monitoramento realizado pelo Google, apontou que ao fim da primeira semana de dezembro, a circulação de consumidores em estabelecimentos comerciais em todo o país superou a quantidade registrada no fim de fevereiro de 2020 (+1,9%).
Diante disso, a CNC projeta que o ramo de hiper e supermercados será o destaque em movimentação financeira no período, representando 38,5% do volume total de vendas. Em seguida, devem aparecer estabelecimentos especializados na comercialização de roupas, calçados e acessórios (35,3%) e as lojas de artigos de uso pessoal e doméstico (13,2%).
Vendas no Natal devem cair pelo segundo ano seguido, diz CNC
Para o presidente da CNC, José Roberto Tadros, a expectativa se justifica pela relevância do comércio de alimentos no faturamento anual do varejo brasileiro.
"Historicamente, é o principal responsável pela geração de receitas do segmento. O ramo do vestuário aparece em seguida por ser o mais impactado pela data, apresentando, crescimento nas vendas, na passagem de novembro para dezembro", relatou.
Ceia importada
O cenário econômico também está influenciando a origem e os valores da ceia. A Secretaria de Comércio Exterior destacou o crescimento de 19%, entre setembro e novembro deste ano, das importações de produtos típicos natalinos em relação ao mesmo período de 2020.
A cesta composta por esses itens mostra que os valores medidos por meio do Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) tendem a apresentar avanço médio de 13,8% nos 12 meses encerrados em novembro. A única exceção é o bacalhau, que deve contar com queda de 2,6%. No ano passado, puxado pela forte alta dos preços dos alimentos para consumo em domicílio (+18,7%), o reajuste médio da cesta ultrapassou os 15%.
Presentear também deve ficar mais caro. Os artigos de maquiagem (+16,4%), aparelhos de TV, som, informática (+14,1%) e artigos de cama, mesa e banho (+13,7%) pressionam o preço médio do conjunto de produtos. Apenas os aparelhos telefônicos (-1,4%) estarão mais baratos do que no ano passado.
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Redação

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