Transportadoras de fachada na região de Ribeirão Preto movimentaram R$ 500 mil do tráfico de drogas, diz promotor

Transportadoras de fachada na região de Ribeirão Preto movimentaram R$ 500 mil do tráfico de drogas, diz promotor


Quatro homens suspeitos de integrar quadrilha foram presos nesta terça-feira (7) em operação da PF e do Gaeco. Empresas armazenavam e distribuíam entorpecentes, diz Ministério Público. Gaeco e PF prendem quatro suspeitos de quadrilha de traficantes
Os quatro homens presos preventivamente na 'Operação Sertãozinho' nesta terça-feira (7) foram levados ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de Ribeirão Preto (SP). O grupo é suspeito de integrar uma quadrilha que movimentou cerca de R$ 500 mil com a venda de drogas desde o início deste ano na região de Ribeirão Preto.
A operação foi deflagrada pela Polícia Federal (PF) em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo.
Os mandados foram cumpridos em Sertãozinho, Ribeirão Preto e Alfenas (MG). De acordo com o promotor de Justiça Frederico Mellone de Camargo, o chefe do grupo é da cidade no Sul de Minas Gerais e financiava a estrutura.
O homem é o responsável por financiar laranjas que mantinham empresas de transporte e logística de fachada em diferentes cidades. Ao invés de mercadorias comuns, os galpões abrigavam entorpecentes.
“Ele criava, em nome de laranjas, empresas que tinham como ramo o transporte e questões logísticas. Se instituiu uma fachada, se alugavam galpões, faziam uma fachada fazendo uma aparência de que aquilo era de fato era uma transportadora. Mas ali só se depositavam entorpecentes, nada mais”, afirma o promotor.
Prédio da Polícia Federal (PF) de Ribeirão Preto, SP
José Augusto Júnior/EPTV
Segundo Camargo, as drogas eram compradas em grande quantidade e estocadas nos galpões até que fossem vendidas para traficantes menores e transportadas com a estrutura das falsas empresas.
O promotor informou que a investigação vai apurar agora o destino do dinheiro arrecadado com o crime. Os suspeitos já são investigados por associação para o tráfico.
“O objetivo do traficante não é o tráfico em si, mas sim o dinheiro. Vai ser apurado o crime de lavagem de dinheiro e tentaremos confiscar o patrimônio conquistado por eles com a venda drogas.”
Investigação
Durante as investigações, outros dois mandados de prisão temporária e três de busca e apreensão foram cumpridos em maio. Na época, dois dos suspeitos presos nesta terça-feira estavam em uma casa e em uma empresa de transportes das quais são sócios.
Na ocasião, 330 quilos de maconha e haxixe, além de documentos e outras provas, foram apreendidos.
Segundo a PF, essas provas possibilitaram um novo pedido de prisão contra os dois, além da identificação de outros membros do grupo.
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Redação

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