Setor imobiliário mantém otimismo para crescimento em 2022 no interior paulista

Setor imobiliário mantém otimismo para crescimento em 2022 no interior paulista


Subdelegado do Creci, Carlos Alberto Tojeiro Damiati diz que o “aquecimento” do mercado imobiliário contraria o que se esperava por conta da pandemia. Setor imobiliário manteve aquecimento mesmo durante a pandemia
TV TEM/Reprodução
Final de mais um ano se aproxima e, com ele, a esperança renovada, expectativa de “novos ares” e, também, novos lares. Isso porque, em termos de novos negócios imobiliários, sejam eles residenciais ou comerciais, o potencial de mercado sob o viés de oferta e demanda tende a continuar crescendo, segundo o subdelegado regional do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci) em Bauru, Carlos Alberto Tojeiro Damiati.
No início de 2020, com a declaração da pandemia do coronavírus pela Organização Mundial da Saúde (OMS), havia um receio de que o setor sofresse com os prejuízos, uma vez que a economia e os negócios foram paralisados. Entretanto, contrariando esta tendência, o ramo apresentou resistência e sinais de recuperação em 2021.
Ao g1, Damiati conta que essa tendência de “aquecimento” do mercado imobiliário se explica, entre outros motivos, pelo juros em baixa que facilitou o lançamento de empreendimentos ao mesmo tempo em que atraíram compradores e investidores.
Inclusive, as concessões de novos empréstimos para a compra da casa própria por pessoas físicas bateram recorde neste ano ao somar R$ 152,8 bilhões de janeiro a outubro, segundo informações do Banco Central.
Carlos Alberto Tojeiro Damiati, subdelegado regional do Creci em Bauru, diz que o “aquecimento” do mercado imobiliário, contraria o que se esperava por conta da pandemia
Carlos Alberto Tojeiro Damiati /Arquivo Pessoal
“A pandemia prejudicou todos os setores, inclusive o imobiliário. Porém, essa alta no potencial de mercado que o manteve ‘aquecido’ se deve por conta de sinais de recuperação, desde 2019 que vínhamos percebendo. O juros em 2020 estava baixo, chegando a 3%, o que facilitou tanto a compra quanto a venda”, explica o subdelegado regional do Creci.
Não à toa, o número de lançamentos de imóveis no país aumentou 39% no primeiro trimestre deste ano, na comparação com igual período de 2020, de acordo com a Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc). Ao todo, foram lançadas 26.384 unidades no período.
Setor comercial e residencial
Por essas e outras, a projeção para o ano de 2022 é que o mercado imobiliário continue em alta. Em relação à locação de imóveis residenciais para Bauru e região, segundo Carlos, é perceptível que ocorreu uma estagnação em 2020, por conta da pandemia. Em 2021, entretanto, espera-se uma melhora de cerca de 70%.
“Com a volta às aulas presenciais, os estudantes retornam para Bauru, que é uma cidade amplamente universitária e abarca muitos jovens que dependem de um aluguel de apartamento. Então, as locações tendem a aumentar em 70%”, comenta Damiati.
Ainda de acordo com Carlos, já o setor comercial sofreu menos que o residencial em 2020 porque os comerciantes relutaram em "abandonar o barco", já que muitos usam o empreendimento, por exemplo, como fonte primordial de renda. Por isso, para 2021, a expectativa é uma melhora de 50%.
Além disso, Carlos reforça que houve, sim, uma readequação das lojas e dos escritórios para espaços mais reduzidos. Se antes uma loja ou galpão possuía de 3.000 a 4.000 metros quadrados, a escolha dos comerciantes para 2022 deve privilegiar espaços de até 1.000 metros quadrados, o que corresponde a uma adaptação às necessidades acentuadas com o isolamento social.
“A gente observa uma tendência para espaços menores no comércio, pois as empresas estão se adaptando, em vista dos novos hábitos que a pandemia nos trouxe, como o home office ou o trabalho híbrido”, salienta.
Sob a supervisão de Mariana Bonora.
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Redação

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