“Se quisermos desenvolvimento, temos de priorizar a inovação”

“Se quisermos desenvolvimento, temos de priorizar a inovação”


Diretor técnico do Sebrae/ES, Luiz Toniato destaca o florescimento de uma nova cultura no Estado, potencializada pela realização do maior evento de inovação do ES “O futuro começa a ser desenhado agora”. Esta é uma afirmação do diretor técnico do Sebrae/ES, Luiz Toniato. Para ele, o ESX – Espírito Santo Innovation Experience, maior evento de inovação do ES, trouxe à sociedade uma oportunidade de imersão no mundo da inovação e das novas tecnologias.
Durante quatro dias, a feira realizada na Praça do Papa, em Vitória, promoveu intensa troca de conhecimento com palestrantes nacionais e um ambiente favorável à inovação, gerado pelas interações entre empresários, representante do poder público, instituições, acadêmicos e visitantes em geral.
Nesta entrevista, Toniato destaca qual é o atual cenário no Espírito Santo e aponta caminhos que podem ajudar a alcançar as metas traçadas para 2030. Até lá, o Movimento Capixaba pela Inovação, do qual o Sebrae/ES faz parte, espera que o ES esteja entre os cinco Estados mais inovadores, tenha 1.000 startups instaladas e 20% de empresas baseadas em tecnologia e inovação entre as 200 maiores empresas do Estado.
Luiz Toniato, diretor técnico do Sebrae/ES, destaca que o ESX foi uma oportunidade de imersão no mundo da inovação e novas tecnologias
Sebrae/ES/Divulgação
Qual a importância de projetos inovadores para a sustentabilidade da economia?
No decorrer das últimas décadas, tivemos diferentes ciclos de desenvolvimento econômico, do café à instalação de grandes empresas no Espírito Santo. Hoje, estamos em um novo ciclo de desenvolvimento do Espírito Santo. Se quisermos ter um desenvolvimento real, temos de priorizar a inovação, as novas tecnologias. O futuro começa a ser desenhado agora. Hoje, os projetos inovadores em todo o mundo estão voltados para a sustentabilidade econômica e ambiental. Temos de estar alinhados a isso na busca por crescimento.
O que é preciso para consolidar um ambiente de inovação no ES?
O ponto principal é que você só consolida algum desenvolvimento se ajudar a construir o ecossistema de inovação. O Movimento Capixaba pela Inovação agrupa quatro protagonistas desse processo (empresas, instituições, academia e governo) em busca de ações convergentes, em prol do todo. A inovação não ocorre isoladamente, ela decorre de um conjunto de fatores conjugados.
Quais seriam estes fatores?
O primeiro elemento fundamental é a formação de talentos: nossas academias devem adotar novos paradigmas, formar pessoas cada vez mais capazes, que sejam produtores de inovação. Tendo essa mão de obra, é preciso haver um ambiente propício para que as ideias sejam transformadas em realidade, ou seja, startups fortes. Outro ponto importante é que haja recursos para as startups e que elas possam desenvolver seus trabalhos com a estrutura necessária. Ou seja, cérebros talentosos trabalhando em um ambiente adequado produzindo inovação.
Além disso, claro, é preciso divulgar este ecossistema existente para que os investidores enxerguem o Espírito Santo como um potencial recebedor de recursos.
Pode citar algumas ações específicas sendo adotadas?
Uma ação importante é o apoio aos spin-offs acadêmicos (estas são empresas criadas para explorar uma propriedade intelectual gerada a partir de um trabalho de pesquisa desenvolvido em uma instituição acadêmica). Com o apoio do Sebrae Nacional, estamos com 22 projetos em andamento, coordenados por doutores, pós-doutores, junto a alunos, que estão desenvolvendo projetos inovadores.
Realizada na Praça do Papa, em Vitória, a feira ESX promoveu uma intensa troca de conhecimentos.
Sebrae/ES/Divulgação
Há ainda escassez de profissionais qualificados nas áreas de tecnologia?
Há, ainda, muita escassez. As academias estão fazendo um grande esforço para formar profissionais especializados em inteligência artificial, internet das coisas, robótica, mas este não é um processo rápido. Você começa a formar um “cérebro” agora e ele passará por um longo processo até estar maduro. Mas são passos importantes que estão sendo dados.
Qual é o papel do Sebrae junto à sociedade, no que se refere à inovação?
O Sebrae, junto a outros atores do Movimento Capixaba pela Inovação, se esforça para cumprir as metas traçadas pelo ES até 2030. Queremos estar entre os cinco estados mais inovadores, ter 1000 startups instaladas e 20% de empresas baseadas em tecnologia e inovação entre as 200 maiores empresas do Estado. Contribuímos, por exemplo, apoiando os habitats de inovação, a formação e capacitação de profissionais. Podemos participar em todas as fases de um projeto de inovação. E estamos em busca de transformar o ESX num evento anual, com papel importante neste processo de inovação.
Como o ESX fomentou a inovação no Estado e esta mudança de paradigma?
Colocamos muita energia no ESX para poder demonstrar para a sociedade o que está sendo feito, para que saibam onde nossa energia está sendo utilizada. Além disso, ao demonstrarmos esse ambiente favorável à inovação, compartilhando conhecimento e mostrando a inovação que ocorre na prática, permitimos que os investidores percebam no Espírito Santo um ambiente favorável. O evento, por si só, também já possibilita troca de experiências entre startups e o surgimento de novos negócios. Temos certeza de que a inclusão deste evento no calendário anual do ES será muito benéfico para o fomento da inovação.
Para Luiz Toniato, a inclusão do ESX no calendário anual do ES será muito benéfico para o fomento da inovação.
Sebrae/ES/Divulgação

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Redação

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