Rio teve mais de 16 mil pessoas diagnosticadas com gripe, segundo secretário de Saúde

Cidade vive um surto da doença às vésperas do começo do verão. Daniel Soranz acredita que é possível controlar a doença nos próximos dias. Mais de 16 mil pessoas foram diagnosticadas com Influenza H3N2 na cidade do Rio de Janeiro, segundo o secretário Municipal de Saúde, Daniel Soranz. De acordo com ele, não é comum ter uma epidemia da doença próximo do verão, mas que o aumento de casos no município confirma a expectativa de alguns especialistas da área da saúde.
“Todas as síndromes gripais são mais características do inverno. A gente tem algo que alguns já achavam que poderia acontecer, que quando caísse a circulação do vírus da Covid poderia aumentar a circulação de outro vírus que ocuparia este espaço. E foi o que aconteceu”, afirmou Soranz.
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O secretário foi entrevistado no Conexão GloboNews na manhã desta segunda-feira (6).
A baixa cobertura vacinal contra a gripe, já que as pessoas estavam mais preocupadas em serem imunizadas contra a Covid e uma baixa circulação da influenza nos dois anos, a doença ganhou espaço, segundo o secretário. Mas ele acredita que o município está no caminho de controlar a doença.
“Com o aumento da cobertura vacinal que a gente proporcionou nas últimas semanas e com mais vacinas do Ministério da Saúde que estão chegando a partir de terça-feira, a gente espera conter este surto com vacinação e tratamento”, disse o secretário.
Vacinação suspensa
A vacinação contra a gripe está suspensa na cidade do Rio de Janeiro nesta segunda-feira (6) por falta de doses. O Ministério da Saúde informou que enviaria 170 mil doses para o Estado do Rio de Janeiro, mas até o meio-dia não chegaram.
Imagens de unidades de saúde lotadas de pessoas em busca de tratamento contra sintomas da gripe se tornaram comuns nos últimos dias.
Para atender a demanda, o governo do estado instalou tendas para o atendimento de casos leves ao lado de quatros unidades: UPAs de Marechal Hermes, Tijuca, Botafogo e do Hospital Getúlio Vargas, na Penha. Três delas estão funcionando.

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Redação

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