Retrospectiva Terra da Gente: confira as matérias mais acessadas de 2021

Retrospectiva Terra da Gente: confira as matérias mais acessadas de 2021


De mosquitinho de banheiro até o flagrante de uma cobra se alimentando de um ave, qual foi a matéria mais marcante para você? Confira as matérias mais acessadas do Terra da Gente de 2021.
Giulia Bucheroni/Daniel De Granville/Marcelo Kuhlmann/João Marcos Rosa
O ano de 2021 está chegando ao fim e o Terra da Gente segue com a missão de compartilhar conhecimento e celebrar as maravilhas que somente a natureza é capaz de oferecer. Seja falando dos animais, das plantas ou de pessoas que têm uma conexão especial com o meio ambiente o futuro é certo: continuamos juntos no desafio de descobrir a vida.
Foram mais de 560 reportagens, centenas de especialistas, milhares de flagrantes e muitas descobertas. Nessa retrospectiva você relembra algumas das matérias mais marcantes e acessadas que ajudaram a construir esse ano.
As mosquinhas são comumente atraídas pelo odor exalado dos banheiros
Giulia Bucheroni/TG
1º Por que esse mosquitinho gosta tanto do banheiro?
Quem aí, durante o banho, já parou para observar aquele mosquitinho que parece adorar o banheiro? O Terra da Gente foi atrás para saber quem é esse inquilino intrometido – que até virou meme na internet – que visita a casa de tanto brasileiro. E não é que descobriu várias curiosidades?
Com apenas três milímetros esse inseto é atraído pelos odores existentes no banheiro e por isso buscam esses lugares para se alimentar e depositar os ovos.
Se você achou estranho espera até descobrir que o mosquitinho de banheiro pode carregar micro-organismos aderidos no corpo que são capazes de contaminar os espaços da casa. E agora? Fique tranquilo que na matéria tem tudo que você precisa saber.
Sucuri flagrada durante expedição de fotógrafos, em MS.
Daniel De Granville/Photo in Natura
2º Maior cobra do Brasil não quebra ossos de presas, como se pensa
Por essa você não é imaginava, né? O Terra da Gente te explicou que na verdade a sucuri-verde usa estratégia de ‘estrangulamento’ dos vasos sanguíneos dos animais, sem precisar quebrar os ossos.
É isso mesmo, a segunda maior cobra do mundo, que é encontrada com mais facilidade na Amazônia e no Pantanal, é cercada de ”falsas verdades”, muito talvez pela lembrança do filme "Anaconda", produzido em 1997.
Por exemplo, você sabia que Uma das informações equivocadas é a ideia de que existem indivíduos com mais de 10 ou 15 metros de comprimento? Apesar de ainda enorme, o maior indivíduo registrado cientificamente tinha cerca de oito metros.
Para começar o ano bem informado e sem cometer injustiças no mundo animal que tal rever a matéria e sair ensinando seus amigos por aí?
Subespécie de saíra-de-cabeça-azul tinha sido registrada uma única vez, há quase 100 anos
Marcelo Kuhlmann
3º Ave é encontrada no Cerrado depois de quase 100 anos sem ser vista
Se tem um tipo de matéria que a gente celebra e fica muito feliz em compartilhar é essa: imagina só descobrir que uma espécie que estava desaparecida em um bioma ainda existe por lá? É motivo de festa!
O encontro aconteceu na Chapada dos Veadeiros (GO) quando um jovem naturalista e um biólogo ficaram frente a frente com uma saíra-de-cabeça-azul, subespécie Stilpnia (Tangara) cyanicollis albotibialis, registrada nesta região pela primeira e única vez em 1929, há quase cem anos.
Toda a emoção do flagrante é justificada não só pela raridade do encontro, mas pela feliz coincidência do local de observação: o registro foi feito na mesma região que o naturalista Blaser coletou o primeiro e único indivíduo da subespécie.
Que sorte em pessoal? Vem reviver essa história com a gente.
Flagrante demorou oito anos para acontecer.
João Marcos Rosa
4º Fotógrafo flagra momento em que harpia leva tatu para o filhote
Existem fotos que valem uma vida, essa, por exemplo, levou oito anos do jornalista e fotógrafo de natureza João Marcos Rosa.
Eu já tinha visto várias vezes a harpia chegando com as presas nos ninhos, mas nunca tinha conseguido uma foto que realmente demonstrasse a força e a potência daquela cena. Era uma foto que já existia há muito tempo na minha cabeça, mas faltava no meu acervo”, ele contou.
Relembre a história desse flagrante especial e conheça um pouco mais do trabalho do profissional com essa espécie tão emblemática.
No interior de SP, jiboia devora pássaro na beira da estrada e surpreende moradores
5º Jiboia faz "contorcionismo" para se alimentar de ave; flagrante é registrado durante caminhada
Que o repórter do TG Paulo Augusto adora uma aventura você já sabe. Ele coleciona pescarias, reportagens e experiências durante as viagens por esse Brasil com a nossa equipe.
Mas dá para acreditar que foi durante uma caminhada no horário de folga pela cidade de Nova Europa (SP) que ele flagrou a cena impressionante de uma cobra se alimentando de uma ave?
Em um texto no estilo de crônica ele contou em detalhes a experiência e ainda fez um vídeo do momento que ficou ainda mais especial com a "narração" de um morador local sobre toda a situação.
Segue ‘bombando’
Dizem que história boa não tem validade e não é que algumas matérias do TG mais antigas continuaram fazendo sucesso esse ano?
Sucuri de mais de 5 metros cruza estrada em Ituverava (SP) e é seguida pelos machos
Perseguida pelos machos, sucuri cruza estrada em Ituverava (SP); veja vídeo
Quem viu essa cena vai querer ver de novo e quem ainda não viu precisa ver: é realmente muito curioso!
Tudo aconteceu em poucos minutos, mas um estudante de veterinária estava na hora certa e no local certo e conseguiu flagrar a passagem de uma sucuri fêmea e de outras cinco cobras que a seguiam por uma estrada rumo à represa da Faculdade de Ituverava Dr. Francisco Maeda (FAFRAM).
O vídeo revela o comportamento curioso de acasalamento da espécie e o TG conversou com especialistas para entender melhor tudo que aconteceu.
Maritacas "dominam" fachada de edifício do bairro do Tatuapé em São Paulo
Prédio da Zona Leste de São Paulo tem a fachada 'enfeitada' por centenas de maritacas
Como esquecer da história do prédio da Zona Leste da cidade de São Paulo que têm a sorte (e a decoração gratuita) de centenas de maritacas? De acordo com os moradores as aves visitam o local há dezenas de anos.
O periquitão-maracanã (Psittacara leucophthalmus) é um psitacídeo, um conjunto que inclui também papagaios, araras e periquitos. Mas por que será que essa reunião de maritacas acontece anualmente nesse prédio? Algumas hipóteses são: fome de terra, parada para afiar o bico ou até "esquenta" para voo. Entenda melhor o que os pesquisadores falaram.
No "Que bicho é" dessa semana você é desafiado a identificar as cobras-corais
Renato Gaiga
Coral-verdadeira e falsa-coral são extremamente parecidas e confundem predadores
Não é à toa que essa é a matéria mais lida da história do Terra da Gente. Isso porque a distinção entre a coral-verdadeira e a falsa-coral é quase impossível de ser feita por leigos o que pode ser extremamente perigoso, já que o veneno da verdadeira é um dos mais ativos nos humanos.
Por isso o conselho dos especialistas para o público é quando encontrar alguma cobra que tenha cor vermelha e padrão em anéis, considerar como potencialmente perigosa e se afastar. De toda forma aprender como os especialistas distinguem as espécies e também conhecer características delas é super importante.
Pesquisadores analisaram a cobra-cega "mais primitiva" que existe e puderam afirmar que tais glândulas apareceram a mais de 150 milhões antes das cobras
Carlos Jared/Acervo Pessoal
Pesquisadores do Butantan podem ter descoberto primeiro anfíbio peçonhento da história
Você conhece a cobra-cega (cecília)? Pode parecer estranho mas ela pode revolucionar a forma com que a ciência lida com os anfíbios. Segundo a descoberta feita por pesquisadores do Instituto Butantan com o apoio da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), esse animal, que vive no ambiente subterrâneo, possui glândulas na parte inferior dos dentes que têm a mesma origem das glândulas de veneno das cobras, algo nunca visto antes nessa classe animal.
Existem anfíbios venenosos sim, mas o que acontece é que ao contrário das serpentes, que injetam veneno durante a picada, eles não possuem peçonha e "liberam" veneno quando se sentem ameaçados pelos predadores, um tipo de defesa passiva. Entenda melhor na matéria.

Redação

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