Relatório da Defensoria mostra que quase dez mil inquéritos foram abertos sobre mortes de crianças e adolescentes em 21 anos

Tempo médio de espera para a conclusão dos inquéritos é de oito anos e três meses. O estudo foi feito com base em informações da Polícia Civil e do Instituto de Segurança Pública (ISP). RJ possui quase 10 mil inquéritos sem conclusão
Um relatório da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro mostra que quase dez mil inquéritos estão abertos sobre mortes de crianças e adolescentes nos últimos 21 anos no Rio de Janeiro. Quase 80% são por crimes dolosos, quando há a intenção de matar.
De 9.542 casos de homicídios de pessoas com idade entre 0 e 17 anos cujas investigações estão em aberto, 79,5% deles (7.585) são crimes dolosos e 20,5% (1.957) são culposos. A cidade do Rio concentra 34,5% do total de casos (3.298).
O tempo médio de espera para a conclusão dos inquéritos é de oito anos e três meses. O estudo foi feito com base em informações da Polícia Civil e do Instituto de Segurança Pública (ISP).
Crimes mais comuns
Entre os crimes dolosos praticados contra crianças e adolescentes entre 2000 e 2021, os mais representativos são os homicídios provocados por projétil de arma de fogo, que correspondem a 50% do total.
Os homicídios relacionados à atividade policial são 8,5% do total.
Crimes por faixa etária
No grupo de 0 a 4 anos de idade, o crime que mais afeta a faixa etária é o homicídio culposo não especificado, com 389 ocorrências, seguido pelo homicídio doloso não especificado, o que equivale a 106 casos.
As crianças de 5 a 9 anos são atingidas, principalmente, pelos crimes culposos relacionados ao trânsito, com 106 casos, seguidos pela tentativa de homicídio decorrente de projétil de arma de fogo, com 83 ocorrências.
A faixa etária de 10 a 11 anos aparece igualmente afetada pelos crimes culposos relacionados ao trânsito e tentativas de homicídio decorrente de projétil de arma de fogo, ambos com 68 ocorrências. Os dois crimes são seguidos pelos homicídios com arma de fogo, com 67 casos.
Os adolescentes com idade entre 12 e 17 anos são marcados pela ocorrência de homicídios dolosos em decorrência de projétil de arma de fogo em forma consumada (3.056) e tentada (1.308), acompanhados de perto pelo homicídio doloso não especificado em forma consumada (672) e tentada (737).
De acordo com o estudo, os homicídios relacionados à atividade policial são bastante expressivos entre os adolescentes. Enquanto 10,4% dos crimes relacionados a esta faixa etária são desse grupo, a correspondência é menor que 1% para as demais faixas etárias.

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Redação

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