Polícia Civil/Divulgação

Polícia prende 8 suspeitos de integrar quadrilha especializada na receptação de carros roubados no RS

Polícia suspeita que esses carros eram adulterados com placas falsificadas para serem usados por organizações criminosas em assaltos. Operação da polícia foi contra equipe especializada na receptação de carros roubados e falsificação de placas

A Polícia Civil prendeu no RS, durante uma operação na manhã desta quinta-feira (16), oito pessoas suspeitas de envolvimento em um esquema de receptação de carros roubados, adulteração de placas veiculares e falsificação de documentos públicos.

As prisões ocorreram em Porto Alegre, Glorinha, Gravataí, na Região Metropolitana, bem como em Tramandaí e Imbé, no Litoral. Todos homens, os presos foram levados para o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), local onde será definido para quais casas prisionais serão encaminhados.

De acordo com do delegado Rafael Liedtke, titular da Delegacia de Repressão aos Crimes de Roubo de Veículos (DRV), as investigações que levaram às prisões começaram há oito meses, quando uma fábrica clandestina de placas veiculares foi descoberta em Alvorada. Na ocasião, três pessoas foram presas e houve apreensão de material usado nas falsificações.

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“Apenas no mês de maio, 59 pares de placas foram clonadas no local, gerando um lucro de R$ 600 por par, ou seja, um total de R$ 35,4 mil”, disse o delegado.

Liedtke conta que o principal alvo da operação desta quinta foi preso em Glorinha, em sua casa. O homem, de 58 anos, é proprietário de uma estampadora de placas de sinalização veicular.

A investigação indica que ele é suspeito de desviar e repassar a criminosos as chapas-base originais em branco (blanks, como são conhecidas tecnicamente no país) das placas Mercosul, as quais, posteriormente, eram adulteradas na fábrica. Ele já havia sido preso pela Polícia Civil em maio de 2000, quando foi indiciado por adulteração de sinais identificadores e furto qualificado de energia elétrica.

A empresa dele fica em Gravataí e teve suas atividades suspensas por até seis meses pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran).

A suspeita da polícia é que esses carros eram adulterados com placas falsificadas para serem usados por organizações criminosos em assaltos, por exemplo.

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