Pai esfaqueado ao tentar defender a filha assassinada pelo ex-marido morre em hospital em MT, diz polícia

Pai esfaqueado ao tentar defender a filha assassinada pelo ex-marido morre em hospital em MT, diz polícia


Aparecido José da Silva, de 67 anos, tentou intervir em uma briga entre a filha dele e o genro. Os dois foram esfaqueados. Franciele morreu na hora e o idoso foi encaminhado ao hospital. Franciele Robert da Silva, de 33 anos, foi morta a facadas em MT
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O pai da técnica de enfermagem Franciele Robert da Silva, de 33 anos, morta nesse domingo pelo ex-marido, também morreu nesta segunda-feira (6), em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá. Aparecido José da Silva, de 67 anos, tentou impedir uma briga entre a filha dele e o genro. Os dois foram esfaqueados. Franciele morreu na hora e o idoso foi encaminhado ao hospital.
O ex-marido, de 36 anos, não aceitava o fim do relacionamento com Franciele e matou a ex-mulher em frente a filha do casal, de 12 anos. Ele foi preso nesse domingo (5).
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A equipe da Delegacia de Homicídios e Proteção a Pessoa (DHPP) foi à unidade hospitalar para fazer a liberação do corpo. Com a segunda morte, o autor passa a responder por feminicídio e homicídio
Conforme as informações da Polícia Civil, o suspeito chegou à residência de Aparecido José da Silva nesse domingo, pelos fundos, e forçou a entrada na casa.
Franciele tinha medida protetiva contra o ex-marido
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Ele entrou em luta corporal com o idoso e o feriu gravemente. Depois, foi até o quarto onde a ex-mulher tentava se esconder junto com a filha dela e arrombou a porta, golpeando a técnica de enfermagem.
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Após cometer os crimes, o suspeito se feriu e disse que havia tentado contra a própria vida. Ele foi socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) e, depois de atendido no Pronto Socorro de Várzea Grande, foi encaminhado pela Polícia Militar até a DHPP.
Aparecido estava internado no hospital em estado grave até a manhã desta segunda, quando não resistiu aos ferimentos e foi a óbito.
O caso
De acordo com a Polícia Civil, ao chegar no local, a equipe da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) encontrou a vítima em um quarto nos fundos da casa. O corpo tinha várias perfurações.
Franciele estava separada do suspeito e tinha uma medida protetiva em virtude das ameaças que ele já havia feito contra ela e os filhos.
O suspeito foi autuado por feminicídio e homicídio. O delegado Olímpio da Cunha Fernandes Jr. encaminhou representação ao Poder Judiciário pela conversão do flagrante em prisão preventiva, que deverá ser analisada na audiência de custódia.
Casos de feminicídios
Em Mato Grosso, 78 mulheres foram assassinadas de janeiro a outubro deste ano. Foram 40 feminicídios e 38 homicídios. Os dados são da Superintendência do Observatório de Segurança Pública.
Feminicídios em MT em 2020 e em 2021
SESP
Do total de crimes, 77% foram esclarecidos, com 60 autores identificados e 37 deles presos em flagrante ou por mandado de prisão decorrentes das investigações.
Um levantamento da Gerência de Inteligência Estratégica, da Diretoria de Inteligência da Polícia Civil, mostra que 56% das mortes ocorreram nas residências das vítimas.
O principal meio empregado pelos autores nos crimes foram armas cortantes (facas) usadas em 38% dos casos, como foi no caso de Franciele.
Medida protetiva
Entre janeiro e outubro deste ano, a Polícia Civil contabilizou 11.984 requerimentos de medidas protetivas.
No estado, já houve 63 acionamentos de vítimas em situação de risco que foram atendidas pela Segurança Pública.
Para acionar o botão do pânico, a vítima já tem que ter solicitado uma medida protetiva, onde ela informa se deseja a ferramenta virtual, que será autorizada pela Justiça e pode ser acionada quando o agressor descumprir a medida.
Ao ligar o botão no aplicativo, em 30 segundos o pedido chega ao Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp) da Sesp, que enviará a viatura mais próxima, em socorro à vítima.
Já pelo site, a vítima de violência doméstica e familiar pode solicitar a medida protetiva de urgência, sem a necessidade de se deslocar até uma delegacia da Polícia Civil.
Assim que a vítima preenche todos os dados no formulário do site, a medida é analisada por um delegado que, na sequência, a envia a um juiz, que vai analisar o pedido.

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Redação

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