Nova onda, internações e chegada da vacina: a pandemia da Covid na região de Itapetininga em 2021

Nova onda, internações e chegada da vacina: a pandemia da Covid na região de Itapetininga em 2021


O coronavírus voltou a ser destaque no g1 neste ano, que trouxe, entre outras notícias, os relatos de pessoas passaram dias internadas com a doença. Nova onda, internações e chegada da vacina: a pandemia da Covid na região de Itapetininga em 2021
Arquivo pessoal
Assim como em 2020, o ano de 2021 foi marcado pela pandemia da Covid-19 na região de Itapetininga (SP). A chegada das variantes do coronavírus intensificaram a terceira onda no país e fez vítimas em várias cidades do interior paulista.
Apesar disso, o ano também trouxe esperança de dias melhores, com o início da vacinação contra a doença, e uma diminuição considerável do número de casos e mortes de Covid nos últimos meses na região.
O g1 Itapetininga preparou uma retrospectiva com as histórias mais marcantes relacionadas à pandemia (veja abaixo).
Internações
Durante o segundo ano da Covid-19 no Brasil, o g1 Itapetininga conversou com pessoas que lutaram bravamente contra a doença. O administrador Alexandre Zaccarelli, por exemplo, chegou a perder 39 quilos após ficar 66 dias internado na UTI Covid em Tatuí.
Após 66 dias internado por Covid, morador recebe alta em Tatuí
Arquivo Pessoal
A família dele contou que Alexandre ficou 57 dias intubado, teve que fazer hemodiálise e precisou de bolsas de sangue para tratar a doença. Ele também desenvolveu um quadro anêmico e contraiu uma bactéria hospitalar, mas se recuperou.
"Se cuidem, pois não é apenas uma gripezinha a Covid-19. Fiquem em casa, não se aglomerem e façam corretamente o isolamento", disse Alexandre ao receber alta.
Stephan trocava mensagens com a mãe enquanto estava internado para tratamento contra a Covid-19
Reprodução/Facebook
Dois meses depois, o g1 noticiou um novo caso. A moradora de Boituva Ines Caruso deu entrevista sobre a morte do filho de 33 anos por Covid e contou sobre as conversas que tinha com ele no período em que ele esteve internado.
Em uma das conversas por WhatsApp, Stephan Caruso disse à mãe que estava com medo e preocupado com a família.
"Estou tranquilo, mas estou com medo. Eu sei que vou ficar bom, mas tenho medo de não voltar. O que vai ser da Estela? Tenho que lutar por ela e por você", escreveu.
Moradora de Itapetininga se recupera da Covid-19
Arquivo Pessoal
Já em junho, o destaque foi uma entrevista com a Camila de Fátima Almeida, moradora de Itapetininga. Ela ficou 35 dias internada com Covid e se assustou acordar no leito de UTI, já que não se lembrava do que tinha acontecido.
“Só lembro da hora que eu acordei, na UTI mesmo, eu olhei e falei ‘nossa’. Vi a televisão e pensei: 'o que eu estou fazendo nesse lugar?’. Vi meu braço todo roxo, achei que tinha sido acidente comigo."
Camila afirmou que não se lembra de nada do período em que esteve internada, como as mensagens trocadas com o marido, os áudios que ele enviava com as mensagens da filha, de 6 anos, e nem mesmo como foi ao hospital. No entanto, a mãe da paciente disse que ela só reagiu quando começou a ouvir os dois.
Avô conhece neta após ficar 44 dias internado em UTI Covid de Taquarituba
Uma outra história também emocionou os moradores da região em julho, quando a Covid-19 adiou um encontro bastante esperado para uma família de Taquarituba.
Apesar de estar internado no mesmo hospital em que a neta nasceu, Paulo Henrique só pôde conhecer a pequena Maitê 44 dias depois, quando se recuperou do coronavírus (veja no vídeo acima).
"Minha filha nasceu no mesmo dia em que meu pai foi internado. Eu não sei descrever o que eu senti, um misto de sentimentos. Quando recebi a notícia que meu pai recebeu alta, não pensei duas vezes, apenas queria apresentar a Maitê a ele", lembra o filho Paulo Toledo.
Mortes
Apesar do início da vacinação e da esperança de dias melhores, o coronavírus fez muitas vítimas na região de Itapetininga em 2021. Em 9 de maio, o professor Eduardo Costa Neto, de Capão Bonito, morreu aos 29 anos por causa da Covid-19.
Eduardo Costa Neto, Presidente de Cultura de Capão Bonito (SP), faleceu aos 29 anos por complicações da Covid-19
Reprodução/TV TEM
Eduardo era presidente do Conselho de Cultura e atuava como professor oficineiro no Projeto Crear, uma ONG com sede na cidade paulista. Diversos amigos lamentaram a morte do jovem nas redes sociais.
No mês seguinte, a Covid-19 tirou a vida da Amanda Carvalho de Lima, de 21 anos, em Taquarivaí. A jovem tinha Síndrome de Down e morreu após ser infectada pelo coronavírus pela segunda vez.
No ano passado, Amanda contraiu a doença e chegou a ficar 47 dias internada. Na época, ao deixar o hospital, a equipe médica homenageou a paciente com músicas e aplausos (veja abaixo).
Jovem com Down que venceu Covid no ano passado morre após reinfecção
Já em Itapeva, a morte de pai e filha com diferença de um dia abalou a cidade. Karen Bueno, de 28 anos, e Nilton Cesar Bueno, de 57 anos, estavam internados na Santa Casa da cidade.
De acordo com o hospital, Karen deu entrada no dia 15 de junho, dois dias antes de seu pai. Apesar de todos os cuidados médicos, a jovem não resistiu e morreu no dia 30. Na sequência, Nilton também teve um piora repentina e faleceu na tarde do dia 1º de julho.
Karen Bueno, de 28 anos, e Nilton Cesar Bueno, de 57 anos, morreram de Covid-19 em Itapeva (SP)
Arquivo Pessoal
Vacinação
Em abril de 2021, a vacinação contra a Covid-19 ainda caminhava a passos lentos no Brasil. Na época, o g1 conversou com o brasileiro Antoni Correa, de Itararé, que foi imunizado contra a doença nos Estados Unidos.
Empresário de 27 anos recebeu a vacina contra a Covid-19 nos Estados Unidos
Antoni Correa/Arquivo pessoal
O empresário, que mora em Boston, Massachusetts, há quatro anos, recebeu a dose única da vacina da Johnson & Johnson no dia 26 de março, aos 27 anos. No entanto, mesmo depois de tomar o imunizante, ele tinha dito que pretendia continuar seguindo as orientações de prevenção à doença.
"Vou continuar trabalhando de casa, usando máscara e seguindo todas as medidas indicadas pelo governo. Estar imunizado te protege caso você pegue a doença, mas não te impede de carregar o vírus e transmitir para outras pessoas", reforça.
Com deficiência permanente, 'menor casal do mundo' toma vacina contra Covid em Itapeva
Arquivo pessoal/Paulo Gabriel da Silva Barros
Conforme a vacinação contra a Covid-19 foi avançando, novos grupos prioritários começaram a ser imunizados no Brasil. Em junho, foi a vez do casal reconhecido desde 2016 pelo Guinnes como o menor do mundo.
Paulo Gabriel da Silva Barros e Katyucia Barros, de Itapeva, foram imunizados porque fazem parte do grupo de pessoas com deficiência permanente.
Ao g1, Paulinho Gigante, como é conhecido, contou que ele e a esposa são considerados do grupo de risco por causa do nanismo, que além da baixa estatura, acarreta alguns problemas de saúde, segundo ele. Juntos, eles medem 1,81, já que ambos têm menos de um metro cada.
Diminuição de casos
Em julho de 2021, Itapetininga ultrapassou a marca de 500 mortes pela Covid-19. Foram oito meses e sete dias até que a cidade chegasse à primeira centena de vítimas, no dia 16 de dezembro de 2020. No dia 1º de janeiro deste ano, Itapetininga contava com 112 mortes por Covid.
Se o ritmo continuasse assim, Itapetininga não teria nem 200 mortes por Covid em julho. No entanto, a pandemia avançou e, menos de três meses depois, em 3 de março de 2021, foi registrada a morte de número 200.
Itapetininga chegou a 300 mortes só um mês e dois dias mais tarde, em 5 de abril. Já em 15 de maio, a cidade chegou a 400 e, em julho, a 502.
Itapetininga ultrapassa 500 mortes por Covid; veja o avanço da doença na cidade
Com as mortes, o músico Danillo Valezi, de Itapetininga, se inspirou no “sentimento de luto” que pairava na cidade para criar arte e homenagear as vítimas da pandemia. Ele compôs a música “In Memoriam”, com a história de quatro moradores que morreram de Covid-19.
No entanto, com o avanço da vacinação, os casos e mortes por Covid diminuíram consideravelmente na região nos últimos meses. Itapetininga chegou a ficar mais de um mês sem registrar óbitos entre novembro e dezembro, e tem confirmado em média um novo caso de coronavírus por dia.
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Redação

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