Médico acusado de matar professora Danielle Christina tem júri popular marcado pela Justiça

Médico acusado de matar professora Danielle Christina tem júri popular marcado pela Justiça


Julgamento de Álvaro Ferreira está previsto para março de 2022. Danielle Christina foi assassinada em dezembro de 2017. Médico Álvaro Ferreira é suspeito de matar a ex-mulher
TV Anhanguera/Reprodução
O julgamento do médico Álvaro Ferreira foi marcado para o dia 9 de março de 2022, no Fórum de Palmas. Ele é acusado de matar a ex-mulher, a professora Danielle Christina Lustosa Grohs, em dezembro de 2017. A determinação de que o caso seria levado ao júri popular saiu ainda em outubro de 2019, mas até então a data não tinha sido marcada.
O g1 procurou a defesa de Álvaro Ferreira para comentar o caso e aguarda retorno. Em todas as ocasiões em que falou sobre o caso, inclusive em juízo, o médico negou ter assassinado a ex-mulher.
Após a decisão de levar o médico ao júri popular, os advogados de Álvaro Ferreira recorreram ao Tribunal de Justiça, alegando que a defesa foi prejudicada ao longo do processo e pedindo absolvição. Em decisão monocrática, o presidente do TJ negou o pedido e manteve o julgamento.
A data do júri foi marcada pelo juiz Cledson José, da 1ª Vara Criminal de Palmas, que deverá presidir o julgamento. Álvaro Ferreira deverá responder por homicídio qualificado por motivo fútil, meio cruel, à traição, emboscada e meio que dificulte a defesa da vítima.
O crime
Danielle Lustosa foi assassinada em Palmas
Reprodução/TV Anhanguera
O corpo da professora foi encontrado no dia 18 de dezembro de 2017, na casa dela, com marcas de estrangulamento. A suspeita de que o médico poderia estar envolvido foi motivada porque havia um histórico de agressões por parte do marido. Ele chegou a ser preso apenas dois dias antes do assassinato por violência doméstica. A suspeita foi reforçada porque a polícia não conseguiu localizá-lo após o crime.
O médico ficou quase um mês foragido. Ele foi preso no dia 11 de janeiro de 2018 em Goiás e levado para a Casa de Prisão Provisória de Palmas no dia seguinte. Ele foi localizado após postar uma selfie em uma igreja nas redes sociais. Enquanto esteve foragido, ele deu entrevistas por telefone e mandou mensagens para a mãe da vítima.
A defesa do médico tentou alegar durante as primeiras audiências do caso, em que testemunhas foram ouvidas pelo juiz, que a ex-namorada dele, Marla Cristina Barbosa poderia estar envolvida. Ela chegou a ser presa porque acompanhou ele durante parte da fuga.
Não foi feita nenhuma denúncia contra ela porque tanto a polícia quando o Ministério Público entenderam que não há elementos que provem a participação dela no caso.
Atualmente, o médico responde ao processo em liberdade. Desde que foi solto, ele voltou a atender normalmente no sistema de saúde em Palmas. Álvaro Ferreira pediu à Justiça que as medidas cautelares, como o monitoramento por tornozeleira eletrônica e a proibição de sair a noite, fossem revogadas, mas o pedido foi negado.
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Redação

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