Mais que diversão, jogos digitais oferecem oportunidade promissora

Mais que diversão, jogos digitais oferecem oportunidade promissora


Com alta demanda e mercado de trabalho em expansão, setor exige combinação de soft e hard skills Projetados para divertir, os jogos digitais se tornam assunto sério quando falamos sobre mercado de trabalho. Em expansão, a área de desenvolvimento de jogos pode não se enquadrar na definição de carreira tradicional, mas apresenta oportunidades ímpares para quem quer transformar entretenimento em uma trajetória profissional promissora.
Dados da Pesquisa Game Brasil (PGB) 2021 mostram que 72% da população brasileira tem o costume de jogar jogos eletrônicos em seu cotidiano, seja em dispositivos móveis, computadores, consoles de videogames ou quaisquer outros aparelhos. Com a pandemia, esse hábito se intensificou: 46% dos entrevistados pela PGB disseram ter jogado mais durante o período de isolamento social. Esses números desenham um cenário próspero, de alta demanda para o mercado. Mas isso não significa que é um setor fácil. Para se estabelecer e se destacar, é preciso dedicação e habilidade.
Conquistando o mercado de jogos digitais
“Desenvolver jogos é algo multifacetado. É um campo volátil, com muita dinâmica e muito fácil de se perder na divisão entre trabalho e entretenimento. Quem quiser se destacar precisa de muito conhecimento técnico. Sentar, estudar e aprender”, garante Lucas Gabriel Demo, chefe de programação e sócio da Manalith, um estúdio curitibano de desenvolvimento de jogos.
O interesse de Lucas em programação começou na infância e com 15 anos ele já acumulava conhecimentos práticos na criação de jogos eletrônicos. Mas o caminho até se tornar um desenvolvedor de fato, com projetos apoiados por investidores de diferentes lugares do mundo, passou pela PUCPR. O profissional cursa Jogos Digitais pela universidade e afirma que o curso foi um divisor de águas em sua trajetória. “Mudou minha vida. Além do conhecimento técnico, o curso permitiu que eu me conectasse com pessoas do meio. Tive professores que me levaram a eventos da área, ajudaram na comunicação com desenvolvedores relevantes, a falar com investidores. O curso expandiu minha visão sobre o mercado de trabalho. Encontrei pessoas que queriam o mesmo que eu e pensei: "o que podemos fazer juntos?”.
Paula Silva, artista técnica da EA Games em Vancouver, no Canadá, também defende que é a soma de aprendizados técnicos e soft skills, como a comunicação, que constroem um bom profissional para a área. Ela, que sempre sonhou em trabalhar no setor, é especialista em Jogos Digitais pela PUCPR e, atualmente, faz parte da equipe que desenvolve e aprimora o jogo Fifa.
“Sempre me achei uma pessoa muito comunicativa e curiosa. Eu pergunto, quero saber das coisas, corro atrás. Para trabalhar na área, você precisa saber ouvir e ser ouvido. É importante entender o que ocorre ao seu redor para perceber como você pode ajudar seu time e como as pessoas do seu time podem ajudar você. Nesse processo, a comunicação é tudo. A rede de contatos é muito importante”, afirma.
Colocando a mão na massa
Na PUCPR, a formação em Jogos Digitais é completa e focada na preparação para o mercado nacional e internacional. O aprendizado prático é a essência do curso e, no decorrer dos semestres, os alunos são incentivados a criar e publicar jogos que farão parte de seu portfólio profissional. Com professores qualificados, infraestrutura de primeira, matriz curricular que considera as demandas do mercado de trabalho e diferentes modalidades (presencial e online ao vivo), os estudantes são capazes de desenvolver competências relacionadas a diferentes áreas do setor de desenvolvimento de jogos. Toda essa preparação, aliada a muito esforço e empenho, são ingredientes para o sucesso.
É o que afirma Lucas Gabriel Demo: “o que vai ajudar a conseguir um emprego é o que você fez durante os anos de curso. Se você participou de projetos fora da sala de aula, estudou, cresceu, melhorou. O que conta é o que você fez para se tornar um profissional melhor. Nesses quesitos, a PUCPR me ajudou de maneiras inacreditáveis: me incentivou a participar de eventos, a viajar. Todas as atividades que eu pude fazer fora da aula, fiz”.
Seguindo essa mesma linha de raciocínio, Paula dá dicas para quem pretende iniciar uma carreira no desenvolvimento de jogos: “Coloque a mão na massa. Jamais pense que seu jogo não está bom. Mesmo que sejam pequenas ideias, protótipos, publique! Mostre seu trabalho para as pessoas. Participe de eventos, game jams, trabalho voluntário. Fale com outras pessoas, troque ideias”. Em complemento a isso, Lucas reitera a importância da prática. “O resumo da história é: se você quer ser desenvolvedor, desenvolva. Nada ajuda mais do que fazer um jogo e isso faz toda a diferença no mercado”.
Para saber mais sobre o curso de bacharelado em Jogos Digitais, acesse o site da PUCPR.

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Redação

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