Mãe de aluna que teve corpo queimado em explosão durante experimento no colégio presta depoimento à polícia: ‘Negligência da escola’


Adolescente teve 60% do corpo queimado em Anápolis, e recupera em um hospital de Goiânia. Ela e outros colegas estavam fazendo trabalho sobre 'fogo invisível' quando acidente aconteceu. Diolange Lopes tira foto com a filha Annelise Lopes enquanto ela se recupera após queimaduras em experimento na escola em Anápolis, Goiás
Arquivo Pessoal/Diolange Lopes
A mãe da aluna Annelise Lopes Andrade, de 16 anos, que teve 60% do corpo queimado em explosão durante experimento no colégio, em Anápolis, prestou depoimento à Polícia Civil nesta terça-feira (28), e disse que acredita em negligência por parte da escola, ao permitir que alunos entrassem com etanol na unidade de ensino.
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"Acredito que houve negligência da escola. O colega levou etanol e permitiram que ele entrasse com o galão e que o grupo dela fizesse o experimento sozinho na sala, sem acompanhamento", desabafou Diolange Lopes Carneiro.
O g1 pediu posicionamento à Secretaria Estadual de Educação (Seduc) sobre o caso, nesta sexta-feira por e-mail, às 12h13, e aguarda resposta.
Segundo a mãe, uma professora pediu que o grupo gravasse um vídeo sobre "fogo invisível". O grupo, que tinha quatro alunos, se reuniu em uma sala do colégio Heli Alves para fazer o experimento, em 30 de novembro. A estudante está na enfermaria de um hospital em Goiânia se recuperando das queimaduras.
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Annelise Lopes Andrade, de 16 anos, sofreu queimaduras em acidente durante experimento em escola de Anápolis Goiás
Reprodução/TV Anhanguera
"Um colega levou um galão com etanol e o grupo usou uma quantidade maior do que a necessária. O recomendado era usar álcool 46%, igual o que é vendido em mercado", explicou a mãe.
A delegada Isabella Joy explicou que o depoimento da mãe foi registrado por um escrivão e anexado à investigação, já que a delegada titular do caso está de férias. Ela responde pela investigação, por enquanto, e disse que ainda não teve acesso ao depoimento.
Annelise Lopes Andrade, de 16 anos, sofreu queimaduras em acidente durante experimento em escola de Anápolis Goiânia Goiás
Reprodução/TV Anhanguera
Explosão
Annelise teve 60% do corpo queimado em acidente com experimento de química que fazia com outros colegas no Colégio Heli Alves, em Anápolis, a 55 km de Goiânia, em 30 de novembro.
Coordenador do colégio em que a explosão aconteceu, Marcos Gomes explicou, à época do acidente, que os alunos do 2º ano estavam com aulas remotas e pediram para ir à escola para gravar o experimento de física e química.
Segundo ele, os estudantes foram autorizados a usar uma sala para gravação, mas não avisaram que usariam álcool e nenhum professor ou monitor acompanhava a situação.
Annelise Lopes Andrade, 16 anos, sofreu queimaduras em acidente dentro de colégio em Anápolis Goiás
Reprodução/TV Anhanguera
"Eles disseram que iriam gravar uma apresentação, mas não explicaram o que iriam fazer. Eles disseram que colocaram fogo ao álcool, mas que acharam que não tinha pego. Por isso, foram colocar mais [álcool] e houve essa explosão", detalhou o coordenador.
De acordo com o coordenador, Annelise foi a única que se machucou. Ele disse que funcionários da escola ouviram os gritos e levaram a estudante para o chuveiro até que a chegada dos bombeiros.
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