Laudo aponta que morte de jovem visto pela última vez com policiais no MA é inconclusivo

Laudo aponta que morte de jovem visto pela última vez com policiais no MA é inconclusivo


Marcelo Machado, de 25 anos, que tinha esquizofrenia, e foi visto vivo pela última vez entrando numa viatura da Polícia Militar, em Paço do Lumiar, na Região Metropolitana de São Luís. Jovem Marcelo Machado desapareceu após ser visto por policiais na Pindoba, em Paço do Lumiar
Reprodução/TV Mirante
Divulgado nessa quarta-feira (15) o laudo sobre a morte de Marcelo Machado, o jovem de 25 anos que tinha esquizofrenia, e foi visto vivo pela última vez entrando numa viatura da Polícia Militar, em Paço do Lumiar, na Região Metropolitana de São Luís. O laudo da perícia técnica que deveria indicar as causas da morte do jovem Marcelo Machado foi considerada inconclusiva.
Segundo o laudo foi constatado que não tinha lesão no corpo, o que inclusive foi encontrado em estado de decomposição do jovem Marcelo. Isso segundo a perícia acaba dificultando o trabalho da polícia para encontrar as causas da morte.
Marcelo Machado tinha 25 anos e tinha esquizofrenia. Ele foi visto pela última vez entrando em uma viatura com policiais. A investigação ainda não tem prazo para ser concluída e agora a polícia vai tentar outros meios de investigação. Os policiais que foram vistos com o jovem pela última vez serão indiciados por abandono de incapaz que resultou em morte.
Marcelo ficou desaparecido por um mês após ser visto pela última vez entrando em uma viatura policial, no bairro Pindoba, em Paço do Lumiar, no dia 06 de setembro.
O corpo só foi encontrado em um matagal, no dia 08 de outubro, em São José de Ribamar, município vizinho. Após a confirmação da identidade do cadáver, a polícia investiga as causas da morte do jovem.
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Até o momento, os principais suspeitos do crime são o sargento Luís Magno da Silva e o soldado Giovani dos Santos Silva, que já foram afastados das ruas por decisão do Comando Geral da Polícia Militar.
Em depoimento, os dois policiais disseram ter levado o jovem na viatura e depois entregue a supostos conhecidos, mas ninguém confirmou a versão dos PMs.
Ambos já foram indiciados porque abandonaram Marcelo, que estava sob custódia da PM e era incapaz de se defender dos riscos resultantes do abandono, o que é considerado crime militar.
Além deles, outros dois policiais que coordenaram a ocorrência, no centro de operação da polícia (CIOPS), também foram indiciados porque teriam que acompanhar o caso até Marcelo ser levado à delegacia.
O pai de Marcelo, José Dos Santos Machado, disse que o crime que cometeram contra o seu filho foi uma grande barbaridade. “Depois que os dois policiais pegaram meu filho mais nenhuma pessoa olhou ele. Só olharam nesse dia que pegaram ele e depois disso aí não olharam mais, não olharam mais. Nós vasculhamos aquela área todinha onde foi encontrado e ninguém viu. Depois de um mês foi que encontraram o cadáver do meu filho. Uma barbaridade o que fizeram com meu filho”, disse.

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Redação

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