Justiça condena mulher acusada de matar namorado italiano em Maceió

Cléa da Silva foi condenada a 20 anos de prisão por homicídio qualificado por motivo torpe e ocultação de cadáver; ela estava presa desde 2018, quando confessou o crime. Prisão foi mantida pelo juiz. Mulher acusada de matar ex-namorado italiano vai a julgamento em Maceió
Após quase 12 horas de julgamento, Cléa Fernanda Máximo da Silva foi condenada a 20 anos, 2 meses e 15 dias em regime fechado pelos crimes de homicídio qualificado por motivo torpe e ocultação de cadáver. Ela é acusada de matar o namorado italiano Carlo Cicchelli, de 48 anos, em setembro de 2018.
O juiz Filipe Ferreira Munguba negou o direito da ré recorrer em liberdade. Cléa confessou o crime à polícia após mais de um mês do assassinato e foi presa em novembro de 2018.
Durante o julgamento foram ouvidas três testemunhas de acusação, entre elas Antônio Emílio Cicchelli, irmão da vítima, e outras três da defesa, representada pela advogada Júlia Nunes.
“Esperávamos desde o início a condenação, apesar de o Conselho ser feminino acreditamos até o fim que entenderiam que o Ministério Público não estava ali acusando uma mulher, mas uma assassina que, friamente planejou um crime, atraiu a vítima, depois escondeu o cadáver e conseguia ter, para todos, uma vida normal convivendo por 30 dias com um corpo em estado avançado de decomposição em casa. Mais que isso, tentou extorquir os familiares do senhor Cicchelli, prova mais do que nítida de que era ambiciosa e tinha a pretensão de lucrar com o relacionamento. Cumprimos o nosso dever de promover justiça e ela foi feita”, disse o promotor Dênis Guimarães.
O crime
Em depoimento à polícia na época do crime, Cléa disse que matou o italiano em um ritual de magia do qual era obrigada a participar.
Cicchelli foi encontrado morto em novembro de 2018, na casa onde morava com Cléa, no bairro da Ponta Grossa, depois que ela procurou a polícia e confessou que tinha cometido o crime há quase um mês. O corpo da vítima estava em avançado estado de decomposição.
A alagoana disse ainda à polícia que usou algumas substâncias no corpo para que o cheiro do cadáver não chamasse a atenção dos vizinhos.
Como o corpo foi encontrado em avançado estado de decomposição, não foi possível indicar quais tipos de lesões levaram à morte do advogado. Apenas um exame de perícia do Instituto Médico Legal (IML) poderá indicar a causa exata da morte.
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Redação

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