Juro bancário sobe em novembro e atinge 34,1% ao ano, informa Banco Central

Valor é o mesmo registrado em fevereiro do ano passado. O Banco Central (BC) informou nesta terça-feira (28) que a taxa média de juros bancários de empréstimos com recursos livres para pessoas físicas e empresas chegou a 34,1% ao ano em novembro.
Esse valor é o mesmo registrado em fevereiro do ano passado, quando a taxa também estava em 34,1% ao ano.
O percentual registrado em novembro também é 1,4 ponto percentual superior à taxa registrada em outubro, quando estava em 32,7% (valor revisado). Já em relação ao mesmo mês do ano anterior, a alta é de 7,7 p.p.
A taxa média de juros bancários com recursos livres não inclui os juros regulamentados, cobrados no crédito habitacional, rural e com recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Nos empréstimos com recursos livres, as taxas de juros e demais condições são livremente definidas pelos bancos, a partir de uma série de fatores, entre eles a inadimplência e a Selic – a taxa básica de juros da economia.
Neste ano, a Selic passou de 2% em janeiro para 9,25% ao ano em dezembro, o maior patamar em mais de quatro anos. O principal objetivo é tentar conter a inflação, que acumula alta de 9,26% no acumulado do ano até novembro e de 10,74% nos últimos 12 meses, segundo dados do IBGE.
Famílias e empresas
Ainda de acordo com o Banco Central, a taxa média de juros com recursos livres para as famílias atingiu 45,2% ao ano, alta de 1,4 p.p em relação à taxa registrada em outubro.
Já a taxa cobrada nos empréstimos com recursos livres para as empresas foi menor, de 20,3% ao ano, ainda assim uma alta de 1,4 p.p em relação à taxa registrada no mês imediatamente anterior.
Inadimplência
A taxa média de inadimplência (dívidas em atraso) registrada pelos bancos nas operações de crédito ficou estável em novembro, em 2,3%.
Nos empréstimos com recursos livres, a inadimplência registrou relativa estabilidade ao subir apenas 0,1 p.p. na comparação mensal e atingir 3,1% no mês passado e, no caso do crédito direcionado, permaneceu estável em 1,2%.

Use ← →para continuar navegando

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.