Júri ouve operador de som da banda que tocava na Boate Kiss na noite da tragédia

Ele confirmou que desligou a mesa de som para impedir que o fogo atingisse os equipamentos eletrônicos. Julgamento dos acusados pela tragédia da Boate Kiss completa uma semana
O julgamento dos acusados de responsabilidade pelo incêndio na Boate Kiss completou uma semana.
Os jurados ouviram o depoimento do ex-operador de áudio da banda Gurizada Fandangueira. Venâncio Anschau confirmou que desligou a mesa de som para impedir que o fogo atingisse os equipamentos eletrônicos.
“Quando o outro rapaz sobe no palco, eu não tenho a dimensão do que está acontecendo, não imagino, e eu tiro, desabilito o áudio dos microfones. Eu desabilitei. Errei, errei, mas desabilitei o áudio”, disse.
O ex-operador de áudio revelou que era comum a banda usar artefatos pirotécnicos nas apresentações em casas noturnas, inclusive na Kiss: “Começaram a utilizar, porque muitos utilizavam na noite, nos eventos, bandas, bailes”.
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A arquiteta Nívia Braido, que chegou a ser consultada por Elissandro Spohr para fazer mudanças estéticas na boate, também falou como testemunha convocada pelo Ministério Público.
“Ele queria uma indicação para colocar papel de parede na boate, me disse que estava fazendo uma reforma. No momento, eu questionei sobre quem estaria fazendo essa reforma para ele, qual o profissional, o responsável técnico pela obra, e, na conversa, ele me falou que ele não tinha nenhum responsável técnico. Me surpreendi com o tamanho da obra e, na oportunidade, eu também o alertei sobre o risco de ele não ter um responsável técnico”, afirmou.
O bombeiro Gerson Rosa Pereira, que, em 2013, comandou a operação na Boate Kiss, foi o terceiro a prestar depoimento.
Nesta quarta-feira (8), o julgamento entra no oitavo dia. É quando acontece um dos depoimentos mais aguardados, do ex-prefeito de Santa Maria Cezar Schirmer, que foi convocado como testemunha de defesa de um dos donos da boate, Elissandro Spohr.

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Redação

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