Festival do Rio volta adaptado à pandemia e organização celebra ‘renascimento da cidade’

Festival do Rio volta adaptado à pandemia e organização celebra ‘renascimento da cidade’


Edição deste ano foi no Cinépolis Lagoon, na Lagoa, Zona Sul do Rio. A volta do Festival do Rio
Carlos Brito/g1
Compacto, com programação e número de salas reduzidos, adaptado ao período pandêmico, mas vivo. Essa é uma forma de descrever a edição 2021 do Festival do Rio, cuja abertura foi realizada na noite desta quinta-feira (9) no Cinépolis Lagoon, na Lagoa, Zona Sul do Rio.
“A realização do festival deste ano é uma contribuição para o renascimento da cidade, da possibilidade de estarmos juntos novamente. Estamos aqui, com o melhor do cinema mundial e seguindo todas as regras de segurança necessárias”, disse uma das diretoras do festival, Ilda Santiago.
Ilda Santiago, uma das diretoras do festival
Carlos Brito/g1
O festival não foi realizado no ano passado por conta da pandemia de Covid-19.
A programação da edição 2021 do festival é formada por 71 filmes. Este ano, o evento vai ocupar cinco salas de exibição – Cinépolis Lagoon, Estação NET Rio, Estação NET Botafogo, Estação NET Gávea e o Reserva Cultural de Niterói.Almodóvar na abertura.
Lembranças de outras edições
Atores que compareceram à abertura relembraram momentos vividos em edições passadas do evento.
Ator Flávio Buraqui
Carlos Brito/g1
“Tenho uma ligação antiga e intensa com o festival. Lembro que fui aplaudido em plena Cinelândia logo depois da exibição de ‘Madame Satã’ no Odeon, em 2002. Nós sentimos falta das coisas quando elas nos são tiradas e ficamos longe do cinema por tempo demais. É bom termos o audiovisual de novo”, afirmou o ator Flávio Bauraqui.
“Minha ligação com o festival é antiga – venho desde as primeiras edições. É uma parte importante da história cultural da cidade”, afirmou a atriz Betty Faria.
Por ainda estarmos em um período pandêmico, a atriz e diretora Bárbara Paz – que na última edição participou como jurada – disse experimentar sensações conflitantes no retorno ao festival.
"É muito emocionante estar de volta ao mesmo tempo que sei que ainda não acabou. A pandemia ainda está presente. Mas tomando todos os cuidados necessários, temos mesmo que começar a voltar viver. Os filmes estão sendo produzidos, as pessoas estão trabalhando e querem mostrar suas produções", afirmou Bárbara, que nesta edição participa do festival com o curta "O ato”.
A abertura
Cena do filme "Mães Paralelas", de Pedro Almodóvar.
Divulgação
O festival abriu na noite desta quinta-feira com a sessão de "Mães paralelas", produção mais recente de Pedro Almodóvar, e chegará ao fim no dia 19 com "Beco do pesadelo", de Guillermo Del Toro.
As apresentações vão se estender pelas salas de cinco cinemas – Cinépolis Lagoon, Estação NET Botafogo, Estação NET Rio, Estação NET Gávea e Reserva Cultural Niterói.
Na programação, estão produções como o vencedor da Palma de Ouro de Cannes deste ano, "Titane", de Julia Ducornau, "Benedetta", de Paul Verhoeven, e "Festival do amor", de Woody Allen.
Festival do Rio: saiba o que assistir na mostra
Outros destaques são "Belfast", de Kenneth Brannagh, "Cyrano", de Joe Wright, e "Drive my car", de Ryusuke Hamaguchi.
Virginie Efira em cena de 'Benedetta', filme do diretor Paul Verhoeven
Divulgação
Homenagens
Cena do filme Amor à Flor da Pele
Reprodução
O festival também promove duas homenagens. A primeira ao cineasta Wong Kar Wai – a mostra "In the mood for Wong Kar Wai" vai apresentar cópias restauradas em 4K de obras como "Amor à flor da pele" e "Felizes juntos".
Além disso, a mostra "Cahiers mon amour" vai homenagear os 70 anos de criação da Cahiers du cinéma – revista cinematográfica francesa seminal na história da sétima arte e de onde saíram cineastas fundamentais para o surgimento da Nouvelle Vague, como François Truffaut, Jean-Luc Goddard, Claude Chabrol, Éric Rohmer e Louis Malle.
Première Brasil
Taís Araújo e Alfred Enoch em cena de "Medida Provisória", de Lázaro Ramos
Divulgação
Na Première Brasil, segmento do festival dedicado às produções nacionais, destacam-se "O melhor lugar do mundo é agora", terceiro documentário assinado por Caco Ciocler, "Medida provisória", estreia na direção de Lázaro Ramos, e "A suspeita", de Pedro Peregrino, com Glória Pires.
Todos os filmes da Première Brasil serão apresentados no Cinépolis Lagoon, na Lagoa, Zona Sul do Rio.
Para saber mais sobre a programação do Festival do Rio, baixe aqui a revista da mostra.
Vídeos mais vistos no Rio nos últimos 7 dias
00:00 / 23:44

Use ← →para continuar navegando

Redação

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.