Famílias acusam PM de matar duas pessoas que tentaram apartar briga de casal em Queimados

Segundo testemunhas, os três homens que foram baleados tentaram apartar briga de casal, após mulher pedir socorro com bebê no colo. Polícia Militar disse que o agente se apresentou na delegacia, mas foi liberado. PM é suspeito de matar duas pessoas e balear outra, após agredir mulher
Duas famílias realizaram um protesto na manhã desta quarta-feira (29), em Queimados, na Baixada Fluminense, para cobrar rigor nas investigações de um crime que aconteceu na véspera de natal. Segundo testemunhas, um policial militar, que agredia sua mulher, teria atirado contra três pessoas. Duas morreram, uma ficou ferida.
Fernando Talaque, morreu no local com um tiro no rosto. Leandro de Souza foi baleado no peito e chegou a ser levado para o Hospital da Posse, em Nova Iguaçu, mas não resistiu e morreu no dia 25. Já Célio Jacinto, que foi atingido no ombro, foi socorrido e já recebeu alta.
A viúva de Leandro, Debora Rosa, conta que os três homens atenderam a um pedido de socorro da mulher, que tentava fugir das agressões do marido, quando o PM sacou a arma e começou a atirar.
“Esse casal saiu brigando, o rapaz estava agredindo a esposa e ela estava com o bebê no colo. A criança caiu no chão e alguns amigos levantaram pra tentar interceder e parar a confusão. Ai como foi muita gente pra cima, ele sacou a arma e atirou”.
Em nota, a Polícia Militar informou apenas que, no dia 25, um policial militar se apresentou na Delegacia de Homicídios da Baixada, prestou depoimento e foi liberado. Mas a nota não identifica o agente e nem informa se ele continua trabalhando ou se foi afastado das funções.
Para as famílias das vítimas, a falta de informações e o fato de o policial ter sido liberado após o crime aumenta a dor e o sofrimento gerado pela situação.
“O sentimento é de impotência. Ele foi na delegacia, passou o tempo que tinha que passar e depois saiu, está levando a vida normal. Dá um sentimento de impunidade, porque essa não era para ser a atitude dele. Ele, como um policial militar, jamais deveria fazer isso. Ele está aqui para nos proteger. Meu esposo tentou ajudar e ele tirou a vida dele”, lamentou Debora.
A Polícia Civil disse que está apurando o caso, mas também não informou o que o PM disse em depoimento e nem as circunstâncias das investigações.

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