Exportação de carne bovina tem nova queda mensal com embargo da China

Exportação de carne bovina tem nova queda mensal com embargo da China


Vendas externas caíram 47% em novembro contra igual mês de 2020, após recuo em outubro. Sem os embarques ao país asiático, maior importador do produto, exportações de janeiro a novembro já estão 7,15% menores. Exportação de carne bovina tem nova queda mensal com embargo da China
Ministério da Agricultura/Divulgação
As exportações brasileiras de carne bovina registraram queda pelo segundo mês consecutivo em novembro, sem as vendas para a China, principal país comprador do país.
No mês passado, o Brasil embarcou 105,2 mil toneladas de carne, uma queda de 47% em relação a igual mês de 2020. Já em outubro, as vendas caíram 43%, mostram dados da Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo).
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Em receita, houve uma queda de 41% nas vendas, para US$ 844,7 milhões.
Com o embargo da China à proteína nacional, as exportações de janeiro a novembro, em quantidade, já estão 7,15% menores, contra o mesmo período de 2020.
No ano passado, de janeiro a novembro, o total movimentado foi de 1, 848 milhão de toneladas, enquanto neste ano foram embarcadas 1,716 milhão de toneladas.
Por outro lado, a exportação em receita aumentou 10%, para US$ 8,5 bilhões, em função do aumento do preço do produto no mercado internacional.
Principais compradores
Entre os 20 maiores compradores do produto brasileiro no acumulado do ano, a China se mantém em primeiro lugar, com 928, 8 mil toneladas importadas pelo continente e pela cidade estado de Hong Kong, 54% do total movimentado pelo país (em 2020 foram de 1, 071 milhão de toneladas, 58% do total).
Em segunda posição vem os Estados Unidos que movimentaram até novembro 117, 8 mil toneladas, contra 54,3 mil toneladas no ano passado (aumento de 116,6%).
O Chile, que ampliou suas aquisições em 21,3%, passando de 81,6 mil toneladas no ano passado para 99,1 mil toneladas em 2021, ocupou a terceira posição.
Na quarta colocação, com 55,3 mil toneladas importadas está o Egito, que reduziu suas compras em 54,9% em relação a 2020, quando movimentou 122,7 mil toneladas.
Os Emirados Árabes ocuparam o quinto lugar, com crescimento de 16,7% na movimentação que passou de 38,1 mil toneladas no ano passado para 44,5 mil toneladas neste ano.
As Filipinas assumiram a sexta posição aumentando suas aquisições em 16,5%, passando de 36,6 mil toneladas em 2020 para 40,5 mil toneladas em 2021. No total , 95 países aumentaram suas compras e outros 75 reduziram suas aquisições.

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Redação

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