Escolas de samba da Série de Ouro lançam CD e preparativos para o carnaval de 2022 continuam

Prefeito disse que ainda é cedo para decidir pela realização ou não do evento. Liesa e Liga-RJ não cogitam pedir às escolas nenhuma medida sanitária adicional ou comprovante de vacina dos componentes. Tais medidas serão ditadas pela prefeitura. Lançado cd com os sambas das escolas da Série Ouro
As escolas de samba da Série Ouro lançaram seu CD em um minidesfile na Cidade do Samba, na Gamboa, Zona Portuária do Rio, neste sábado (4).
Os trabalhos nos barracões, ateliês e nas quadras seguem em ritmo normal, mesmo depois de o prefeito Eduardo Paes ter anunciado, no fim de semana, o cancelamento da festa de réveillon réveillon deste ano na cidade.
De acordo com a Prefeitura do Rio, o prefeito já declarou repetidas vezes que ainda faltam três meses para o carnaval e que tem tempo para tomar qualquer decisão. E que só pretende suspender o carnaval se o comitê científico der parecer contrário à realização do evento.
Com isso, também ainda não foi definido se a prefeitura vai cobrar o passaporte de vacina do público que vai assistir os desfiles na Marquês de Sapucaí – como acontece em jogos de futebol.
Enquanto a decisão da prefeitura não vem, a Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa) e também a Liga-RJ – das escolas da Série Ouro – seguem trabalhando normalmente.
Elas também não cogitam pedir às escolas nenhuma medida sanitária adicional ou comprovante de vacina dos componentes. As medidas a serem adotadas para o desfile serão ditadas pela prefeitura.
Minicarnaval na Cidade do Samba
No sábado, no lançamento do CD dos sambas das 15 escolas da Série Ouro para o carnaval de 2022, convidados e componentes puderam matar um pouco da saudade com um minidesfile promovido na Cidade do Samba, endereço dos barracões das escolas do Grupo Especial.
O presidente da Liga-RJ, Wallace Alves Palhares, disse que a festa, inédita no Rio, já acontece em São Paulo.
"Um pouco de ensaio técnico e um pouco de desfile, inédito aqui no Rio de Janeiro. Em São Paulo já existe, mas não com esse formato, com o carro de som, idêntico à avenida, à Marquês de Sapucaí", disse Palhares.
Mas nesse contexto ainda de pandemia, com nova variante circulando ainda é difícil dizer se a festa vai acontecer com certeza. E o povo do samba está apreensivo. Mas confiante.
"O meu coração diz que tem carnaval até porque eu sou sambista desde criança e acredito que isso vai passar e que o nosso governo vai dar um jeito de vacinar a todos. Vacina sim e carnaval também", disse o intérprete Ciganerey.
Um pequeno público esteve presente. Mas entre as escolas, teve agremiação desfilando com quase 500 componentes. Alguns caracterizados, como fosse noite de carnaval, outros mais à vontade.
No quesito imunização, destaque absoluto para a musa da Império Serrano, Quitéria Chagas, que mora na Itália e já recebeu duas doses de reforço.
"Nossa, eu sou uma bomba vacinal porque eu tomei duas vacinas da dose única da Johnson. Eu estou super vacinada, sou praticamente a vacinação em pessoa", disse Quitéria.
Cada escola teve 20 minutos para cruzar a pequena passarela de apenas 130 metros de extensão. Mas para quem ama o carnaval deu para matar a saudade da folia e em fevereiro, quando o carnaval chegar a Sapucaí vai parecer pequena para tanta alegria.
"E a gente vai aproveitar cada minutinho", disse Quitéria.

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Redação

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