‘Era música de velho e agora está cada dia mais vivo’, diz parceira musical de Dominguinhos sobre o forró

‘Era música de velho e agora está cada dia mais vivo’, diz parceira musical de Dominguinhos sobre o forró


Ritmo ganhou título de Patrimônio Imaterial Brasileiro, concedido pelo Iphan. Artistas pernambucanos comemoraram essa decisão. Forró virou patrimônio imaterial brasileiro, segundo Iphan
Aldo Carneiro/Pernambuco Press
Cantores, poetas e músicos pernambucanos ou que atuam no estado festejaram, nesta quinta (9), o título de Patrimônio Imaterial Brasileiro, concedido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A definição ocorreu em reunião extraordinária do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural da entidade, que também considerou a expressão musical como supergênero.
De acordo com o Iphan, o forró é considerado um supergênero por agrupar ritmos e expressões musicais como o baião, o xote, o xaxado, o chamego, o miudinho, a quadrilha e o arrasta-pé.
Parceira de Dominguinhos, com quem fez a canção “Só Quero Um Xodó”, A cantora Anastácia disse estar feliz por participar dessa festa.
“Forró era música de velho e agora os jovens estão aderindo e ele está cada dia mais vivo”, declarou.
Anastácia é considerada "Rainha do Forró"
Divulgação/GloboNews
Chamada de “Rainha do Forró”, Anastácia também acompanhou Luiz Gonzaga, o “Rei do Baião”, nas andanças pelo país. Em entrevista ao g1, ela contou que participou das reuniões que ajudaram a consolidar o ritmo como patrimônio imaterial.
“Graças a Deus estou viva, com saúde e fazendo parte dessa festa. Desde 1960, minha vida é batalhar pelo forró", declarou a pernambucana.
Maciel Melo diz que o foró sempre foi um patrimônio
Autor da canção “Caboclo Sonhador”, o cantor, poeta e compositor Maciel Melo afirmou que “o forró sempre foi e sempre será o nosso maior patrimônio” (veja vídeo acima).
Para ele, a história de Luiza Gonzaga é centenária e as músicas gravadas por ele também fazem parte da história. “Gonzagão foi a espinha dorsal da música popular”, declarou.
O cantor, compositor e instrumentista Geraldinho Lins disse que estava ”muito feliz” com esse título. “O forró é dança e é uma música que anuncia, que denuncia e que leva a nossa tradição para o planeta todinho”, declarou (veja vídeo abaixo).
Geraldinho Lins celebra o título de patrimônio imaterial concedido ao forró
Ele também ressaltou a importância para os artistas. “Estou muito honrado por fazer parte dessa nação”, afirmou.
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Santanna, o Cantador, afirmou, também em entrevista ao g1, que o título veio “antes tarde do que nunca". “Para ele, essa homenagem ao ritmo terá repercussão importante. “O forró já era indústria vai se tornar mais indústria ainda”, comentou. Para o artista, o ritmo “não é só música. É filosofia, projeto de vida, poesia e aconchego”.
O cantor Santanna afirmou que o título veio “antes tarde do que nunca"
Kamylla Lima/G1/Arquivo
Cristina Amaral afirmou que "é é um título de suma importância para a preservação do nosso forró" e "um reconhecimento social cultural e político".
Para a cantora, o forró faz parte da história do povo nordestino, pela sua abrangência e variedade de ritmos danças.
Cristina Amaral diz que título de patrimônio imaterial é importante para novas gerações
Divulgação
A artista, no entanto, faz uma ressalva e pede políticas públicas para "garantir a para continuidade e proteção desse patrimônio que pertence ao povo brasileiro e e servir de incentivo para as novas gerações".
Início do processo
O pedido de consideração de registro das matrizes tradicionais do forró foi encaminhado ao Iphan pela Associação Cultural Balaio Nordeste, de João Pessoa, na Paraíba. Após a solicitação, o processo foi aberto em 2011.
Luiz Gonzaga é o "Rei do Baião"
Reprodução / capa de LP de 1968
No início, o forró ocorria como uma criação artística relativa ao universo do homem sertanejo. A primeira gravação com o termo "forró", conforme a pesquisa do Iphan, foi feita em 1937 pelos músicos Xerém e Manoel Queiroz, intitulada "Forró na roça".
Mas foi Luiz Gonzaga o principal divulgador e representante do forró em todo o País. No começo de tudo, o gênero musical era tocado com três instrumentos apenas: a sanfona, o zabumba e o triângulo. Em seguida, outros instrumentos foram acrescentados à musicalidade, como o pandeiro, a guitarra e a bateria.
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Redação

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