Economia informal cresce e volta ao padrão pré-pandemia

Economia subterrânea movimentou R$ 1,3 trilhão em 2021, o equivalente a 16,% do PIB, segundo a FGV/Ibre e o Etco. A economia informal voltou a avançar em 2021 no Brasil, segundo o Índice de Economia Subterrânea (IES), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial (ETCO) e pelo Ibre/FGV. A chamada "economia subterrânea" movimentou R$ 1,3 trilhão ao longo do ano – o equivalente a 16,8% do Produto Interno Bruto (PIB) do país.
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Com o resultado, o indicador aponta para uma volta ao padrão de elevações registrado até 2019, antes da pandemia da Covid-19.
O indicador foi criado em 2003 para medir a chamada economia subterrânea, que consiste na produção e comercialização de bens e serviços que não é reportada oficialmente ao governo, e leva em conta tanto a sonegação quanto o descumprimento de regulamentações trabalhistas e previdenciárias.
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Em 2020, as restrições tiraram as pessoas das ruas, prejudicando ambulantes, motoristas de aplicativos e comerciantes informais. Já este ano, segundo o estudo, o "fim da fase mais aguda da pandemia e o início do processo de normalização da atividade econômica" favoreceram a recuperação mais rápida do emprego informal, contribuindo para a alta do indicador.
Em nota, Edson Vismona, presidente do ETCO, aponta que o ligeiro aumento observado no índice está associado à flexibilidade no tipo de vínculo do emprego informal, interrompendo o processo de queda observado no passado.
“É uma ocupação onde a pessoa não tem nenhuma garantia, não paga impostos, não tem nenhum auxílio previdenciário, é um subempregado. Nós temos que oferecer condições para que ela se formalize e saia da ilegalidade.”

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Redação

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