Duas profissionais da Globo ganham o prêmio Caboré

Manzar Feres, diretora da área de Negócios Integrados em Publicidade, e Samantha Almeida, diretora da área de Criação de Conteúdo dos Estúdios Globo, foram premiadas nas categorias ‘Profissional de Veículo’ e ‘Profissional de Inovação’, respectivamente. Duas profissionais da Globo ganham o prêmio Caboré
O prêmio Caboré, considerado o mais importante da comunicação no Brasil, premiou duas profissionais da Globo na segunda-feira (6) à noite, em São Paulo.

A coruja iluminada, símbolo do prêmio Caboré, dava as boas-vindas aos convidados. Era noite de festa para a comunicação brasileira. A 42ª edição do Prêmio Caboré reuniu agências de propaganda, anunciantes, veículos de comunicação e produtoras. Todos tiveram que apresentar o comprovante de vacinação na entrada.

“O prêmio, depois de tantos meses de pandemia, mostra a força da indústria, que mais do que nunca durante a pandemia, em que as marcas tiveram que revisitar seus propósitos, entenderem como elas podiam estar mais presentes na vida dos consumidores que estavam em casa. Eu acho que a nossa indústria ganhou muita força durante a pandemia”, afirmou o presidente do Meio & Mensagem, Marcelo Gomes.

O prêmio é dividido em 14 categorias. A Publicis ganhou na categoria "Agência". Vanessa Giannotti, da Ogilvy, ganhou na categoria "Profissional de Mídia", e Mariana Sá, da WMcCann, como "Profissional de Criação".

O Prêmio Caboré foi criado em 1980 pelo Grupo Meio & Mensagem e se consagrou como o Oscar da comunicação no Brasil.

De 2012 para cá, a Globo e seus profissionais foram premiados em todas as edições. Neste ano, o Caboré premiou duas diretoras da Globo.

Manzar Feres venceu na categoria “Profissional de Veículo”. Ela está na Globo desde 2019. A diretora da área de Negócios Integrados em Publicidade ajudou a criar um novo modelo operacional, com foco nos produtos da Globo.

Ao falar sobre a conquista, Manzar destacou a importância do trabalho em equipe: “Esse prêmio é o reconhecimento pelas entregas de um time aguerrido, que sua muito a camisa, que é muito incansável, gente. Esse time que me recebeu sem preconceitos, que me ensinou e me ensina tantas coisas todos dias. Um time que abraça o novo sem medo. O nosso maior propósito é impactar positivamente o mercado, o Brasil e ser a razão de muito orgulho para todos os brasileiros. É uma Globo que se sente responsável por dois dos maiores importantes valores que atravessam continentes e nações: a democracia e a liberdade de expressão. Posso dizer, com toda a certeza, que essa empresa constrói relevância sem nunca se afastar dos seus valores, mesmo diante de todas as situações adversas quanto as que experimentamos.”
Manzar falou ainda sobre o momento atual do mercado de comunicação no Brasil.

“A indústria de comunicação tem que ter uma estratégia pensada, adequada para esse momento, o momento dos brasileiros, e as marcas também têm uma preocupação muito grande. A gente precisa fazer o Brasil crescer de novo. Então, juntos, somos mais fortes, mas temos que ter uma união a favor do que é melhor, de fato, para o mercado”, afirmou.

A outra premiada da noite foi Samantha Almeida. Ela levou o troféu na categoria “Profissional de Inovação”. Desde outubro, Samantha é diretora da área de Criação de Conteúdo dos Estúdios Globo.
Ela está à frente da área responsável por desenvolver conteúdo para o entretenimento e também cuida das equipes de autores, pesquisadores e produtores de conteúdo da Globo.

No palco, Samantha falou da importância de as empresas acreditarem na diversidade. Lembrou da mãe, falecida em 2019, e do papel da educação em sua vida.

“Sou nascida e criada na favela da Rocinha. Quem conhece o Rio de Janeiro, não é uma favela, não é um lugar legal para criar crianças. Eu sou nascida e criada na rua Dois, que é a favela da favela, é uma rua que termina numa vala. A vala é o lugar onde as pessoas jogam os dejetos. Essa vala no ano de 88 teve uma das maiores enchentes do Rio de Janeiro e ela encheu durante a madrugada. A minha mãe pensou: ‘Bom, a única coisa que a gente vai conseguir, tem muito pouco tempo, tem pouca coisa para salvar’. Ela pegou duas coisas: meu uniforme e minha mochila. A gente foi para o ponto, esperou o horário e eu fui para a escola. E minha mãe me ensinou uma coisa: ‘Você, por mais que a gente perca a casa, você nunca não vai perder a aula, porque, se tem uma coisa que pode mudar sua vida, é a educação’”.

Samantha falou sobre o desafio de multiplicar trajetórias como a dela.

“De tudo o que eu disse, tem um tantinho assim do caminho de uma menina nascida na rua Dois da favela da Rocinha até essa coruja. Mas, das mães que carregam suas filhas no colo até a escola, tem isso aqui. Obrigada. Meu nome é Samantha Silva de Almeida, nascida e criada na Rocinha. E, hoje, caborável”, disse.

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Redação

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