Dois professores do Pará estão entre os cinco vencedores de prêmio nacional sobre propriedade intelectual

Dois professores do Pará estão entre os cinco vencedores de prêmio nacional sobre propriedade intelectual


Iniciativas foram em escolas públicas da Salvaterra, no Marajó. Professores que atuam em Salvaterra, no Pará, ganham prêmio nacional.
Reprodução / Arquivo Pessoal
Dois professores da rede pública de ensino do Pará estão entre os cinco ganhadores do Prêmio PI nas Escolas, do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). As duas iniciativas premiadas são de Salvaterra, no arquipélago do Marajó, e envolvem a inserção da propriedade intelectual nas escolas.
O prêmio foi dividido em cinco categorias – criatividade, cidadania, tecnologia, planeta e negócios; e teve 51 iniciativas inscritas por todo o Brasil.
O professor de física, Alan Luis Figueiredo da Paz, ganhou na categoria "criatividade", com o projeto "Do projetar ao voar: um caminho para o protagonismo estudantil", desenvolvido em uma escola pública estadual de Salvaterra.
"Para mim, isso representa a valorização e reconhecimento do trabalho formativo, colaborativo na escola, bem como possibilita a visibilidade de nossas ações em prol de uma formação de qualidade, com enfoque nos projetos de vida e produção intelectual criada pela relação comprometedora do ensino, bem como do protagonismo estudantil", ele comenta.
A iniciativa do professor na Escola de Ensino Técnico do Estado do Pará (EETEPA) envolve a criação de modelos aeroespaciais ou foguetes de garrafa PET nas aulas de física.
Iniciativa de educação em Salvaterra ganha prêmio nacional.
Arquivo Pessoal
"Esse projeto ajuda na familiarização com os princípios científicos, em uma perspectiva de projeção de nossos alunos a experiências únicas e melhor relação aluno-professor, resultando até em rendimentos avaliativos significativos", afirma.
Já a professora de história, Ana Vieira de Oliveira, venceu na categoria "planeta", com o projeto “Recursos hídricos indispensáveis na Antiguidade e agora", que partiu da ideia da filtração da água, através de camadas até atingirem os lençóis freáticos, para ajudar a entender conceitos da história.
Ela comenta que o prêmio vem como reconhecimento do trabalho feito na Escola Municipal Oscarina Santos, na modalidade Educação de Jovens, Adultos e Idosos (Ejai). "Como servidora pública, fiquei muito feliz em receber junto à equipe da escola".
"Enfrentamos muitas dificuldades na escola pública, mas a principal é a falta de investimentos nos profissionais e na rede. Deixo como mensagem que não desistam, pois com criatividade, estudo e contribuição dos alunos, conseguiremos avançar na educação", comenta.
Para ambos os professores, a educação é o caminho para o futuro. "Ser professor é se desafiar todo dia, bem como se superar. Doamos nosso tempo e conhecimentos em prol da mudanças de realidades. Por isso, professores, não desistam de seus projetos transformadores, por mais desafiadores que sejam", diz Alan.
"Só existem formas de fazer revolução, com violência ou com educação. Eu escolho a segunda", declara Ana.
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Redação

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