Conitec aprova relatório que rejeita medicamentos do ‘kit Covid’ no atendimento ambulatorial

Conitec aprova relatório que rejeita medicamentos do ‘kit Covid’ no atendimento ambulatorial


Agora, o documento final será enviado para a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, que vai definir se as diretrizes sobre o kit serão ou não incorporadas no SUS. Bolsonaro recomenda uso de cloroquina contra Covid-19 em vídeos do YouTube
Reprodução/YouTube
A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias ao Sistema Único de Saúde (Conitec) aprovou nesta terça-feira (7) um documento com diretrizes contra o uso ambulatorial da cloroquina, azitromicina, ivermectina e outros medicamentos sem eficácia no tratamento da Covid-19.
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Foram 7 votos a favor das diretrizes e seis contra. Desta vez, o representante da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) registrou o voto (entenda mais abaixo).
Uso ambulatorial é o atendimento de pacientes com quadros mais leves, que não precisam de hospitalização. O mesmo grupo já tinha feito parecer contra o uso hospitalar dos medicamentos.
"Alguns medicamentos foram testados e não mostraram benefícios clínicos na população de pacientes hospitalizados, não devendo ser utilizados, sendo eles: hidroxicloroquina ou cloroquina, azitromicina, lopinavir/ritonavir, colchicina e plasma convalescente. A ivermectina e a associação de casirivimabe + imdevimab não possuem evidência que justifiquem seu uso em pacientes hospitalizados, não devendo ser utilizados nessa população", aponta o documento.
O relatório já tinha sido votado antes pelo Conitec, e depois foi colocado para consulta pública. Agora, o documento final será enviado para a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, que vai definir se as diretrizes sobre o kit serão ou não incorporadas no SUS.
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Antes, votação sem a Anvisa
Em outubro, o colegiado da Conitec se reuniu para votar as orientações sobre o tratamento de pacientes de Covid-19. A votação ficou empatada: 6 a 6, sem a participação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que votaria contra o kit Covid e poderia ter desempatado o placar.
Na época, a agência esclareceu que não teve a oportunidade de votar porque o seu representante, o gerente geral de Medicamentos Gustavo Mendes, que acompanhava a votação de modo remoto, precisou de ausentar por algumas horas para pegar um voo. Durante esse intervalo, a votação foi feita.
"Até a hora, em que o membro da Anvisa saiu da reunião, não havia sido definido o horário da votação do relatório", disse a Anvisa em nota. "Ao chegar em Brasília às 14h20, o representante entrou na plataforma da reunião e percebeu que esta havia sido finalizada e que o relatório com diretrizes do tratamento ambulatorial da Covid-19 já havia sido votado", esclareceu a Anvisa.
A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) tem 13 integrantes. A maioria é do Ministério da Saúde. Na votação anterior, votaram a favor do kit Covid: cinco secretarias do Ministério da Saúde e o Conselho Federal de Medicina. E votaram contra o kit Covid: duas secretarias do Ministério da Saúde, os conselhos de secretarias estaduais e municipais de Saúde, o Conselho Nacional de Saúde e a Agência Nacional de Saúde.
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Redação

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