Confusão por som alto termina com mulher baleada por policiais militares em Viçosa, AL

Policiais registraram Boletim de Ocorrência por desacato e disseram que efetuaram disparos de munição não letal. Policiais agridem pessoas e baleiam mulher após confusão em Viçosa
Uma ocorrência por conta de som alto terminou com uma mulher baleada por policiais militares no Povoado Sabalangá, na cidade de Viçosa, na região da zona da mata alagoana. O caso foi registrado na madrugada desta segunda-feira (6).
Os vídeos gravados por pessoas que estavam participando de uma festa (assista acima) mostram o momento em que mulheres se colocam na frente dos PMs e eles as empurram. No local havia homens, mulheres e crianças.
Um dos policiais vai para cima da testemunha que gravava a abordagem e o celular dela é derrubado no chão. Nesse momento, a imagem fica escura e é possível ouvir gritos até a gravação ser interrompida. Outro vídeo já mostra uma das mulheres ferida no chão e muito sangue no local.
O g1 teve acesso ao Boletim de Ocorrência registrado pelos próprio policiais. Nele, o policial militar Daniel Flávio Luna Vieira Fernandes consta como declarante dos fatos. Em sua versão, o militar alega que sua equipe foi ao local onde acontecia uma festa e pediu para que a família baixasse o som e confirma que o equipamento foi desligado e desmontado.
O relato segue informando que 40 minutos após a primeira ida da polícia ao local, os militares voltaram após novas denúncias e quando informaram que o som precisaria ser desligado de novo foram xingados por duas mulheres, identificadas como Tais Fernanda Ramires da Silva e Ana Maria da Silva, e que ambas teriam partido para agredir os militares.
O documento informa ainda que Tais e Ana Maria tiveram que ser imobilizadas e receberam voz de prisão, momento em que outros participantes da festa teriam hostilizado o trabalho policial. “Sendo necessário realizar disparos de elastômero [munição não letal] para dispersar as pessoas”, diz um trecho do documento.
As mulheres e o equipamento de som foram levados para a Delegacia de Murici, onde o caso foi registrado. O g1 tentou contato com o delegado Igor Diego Vilela da Costa, que assina o boletim de ocorrência, mas ele não atendeu as ligações.
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Redação

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