Como escolher o parceiro certo para investir?

Como escolher o parceiro certo para investir?


Começar um relacionamento com a instituição financeira que combina com você é um passo importante para alcançar seus objetivos na hora de investir. Inteligência Financeira
Divulgação
Não é uma pergunta retórica e pode elucidar muitas questões na sua vida financeira: você se casaria com alguém que acabou de conhecer? Em geral, não, embora vida e arte estejam repletas de exemplos em que desconhecidos se unem em matrimônio pelas mais variadas razões. Mas você já se perguntou como fica a história depois do “felizes para sempre”? Esse é o ponto, porque os contos de princesas são reservados às histórias infantis, mas a vida real… a vida real não é assim tão generosa com quem quer contar com a sorte para definir os rumos da sua vida. Ok, o que esse papo tem a ver com suas finanças? É que muita gente, sem perceber, resolve se casar às cegas com uma instituição financeira e só vai perceber que “veja bem, não era isso que eu queria” quando os ativos estão alocados e parte do seu patrimônio já está sendo gerido por ela.
Mas calma. Se isso aconteceu com você, ainda há tempo de assumir as rédeas da vida com paciência e ajuda especializada. Mas que tal contar com prudência e muita informação como suas aliadas antes de tomar uma decisão importante assim? Essa é a razão da nossa conversa. Ela não te ensina a sair do perrengue, mas sim como evitá-lo, mantendo o dinheiro que você trabalhou duro para conquistar em boas mãos.
Fique de olho!
Aqui, na IF, nós já conversamos sobre os tipos de instituições financeiras existentes no mercado brasileiro e as diferenças entre elas. Agora, independentemente da que você escolher (bancos múltiplos, corretoras de valores, gestoras de investimentos ou escritórios de investimentos) para chamar de sua, existe uma premissa que não pode ser negociada de jeito nenhum: a idoneidade da instituição. E aí, não tem jeito: você precisa mesmo pesquisar. A Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Ambima) te dá aquela ajuda amiga e mostra o começo do caminho das pedras. Segundo a instituição, “o primeiro passo é verificar se o banco ou a corretora estão devidamente cadastrados junto às entidades representativas do setor”. Vamos a elas.
Um caminho para cada tipo de investimento
Interessado em realizar operações na Bolsa de Valores? No site da B3 você encontra a lista de corretoras autorizadas a intermediar este tipo de operação. A corretora que você escolheu não está na lista? Melhor cancelar o casamento. Se o seu interesse são os fundos de investimentos, comece a busca pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Ali, você encontra dados de todas as gestoras e fundos de investimentos. Tudo certo por lá? Então sinal verde para o namoro. Quer investir em títulos públicos? No site do Tesouro Direto você pode consultar o nome de todas as instituições que vendem este tipo de produto. Agora, se você é correntista de um banco múltiplo e pretende investir por lá, seu caminho é o Banco Central (BC).
Relação com o consumidor
Depois de passar por essa prova eliminatória, o passo seguinte é consultar os órgãos de defesa do consumidor. Sites como “Reclame aqui”, “Consumidor.gov”, rankings do Procon e do próprio BC ajudam a mostrar a quantas anda a relação das instituições com seus consumidores. Ah, outra dica boa pra conhecer melhor a instituição: dê uma boa stalkeada sem qualquer pudor nas redes sociais dela. Sim, basta lembrar de como “seus amigos” faziam com o crush da vez e você vai entender o espírito da coisa. E então, ela responde ao consumidor com velocidade? É ágil na resolução de problemas? É bem avaliada? Ponto pra ela!
Agora, que tal consultar também aqueles amigos e parentes craques em investimentos que gostam muito de você? Eles podem trazer dicas valiosas, além de compartilhar experiências que podem acelerar seu crescimento e encurtar o caminho para o match perfeito.
Valorize seu dinheiro
É hora de conhecer as condições que cada instituição financeira oferece para gerir seus investimentos. Segundo a Ambima, os principais fatores a considerar são “os custos, porque eles podem ter um impacto no resultado final dos investimentos. Em geral, qual é o valor das taxas de administração cobradas nos fundos das instituições que agradam você? Qual é o custo para transferir recursos? Qual é a taxa de negociação no pregão?”. E na hora da retirada, qual é o percentual de IR retido antes ou na data de resgate da aplicação? Haverá cobrança de IOF? Pois é, para que o seu “casamento” siga bem é preciso estabelecer uma relação ganha-ganha.
Agora, o feeling
Depois de tantos filtros, é provável que você tenha encontrado algumas instituições que atendam a todos os quesitos preestabelecidos por você. Então é hora de deixar o coração comandar. Você se identifica mais com qual delas? Gosta do posicionamento da marca? Ela tem valores que combinam com os seus? Então é provável que você tenha encontrado uma instituição para chamar de sua. Agora é hora de convidá-la para tomar um café para planejarem sua vida financeira. Bem melhor do que um casamento às cegas, hein?
E então, fez o checklist de tudo o que precisa entender para escolher o melhor pra você? Aqui vai uma superdica: acesse www.inteligenciafinanceira.com.br e aprenda mais sobre produtos, instituições e como investir de acordo com o seu perfil.

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Redação

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