Comandante dissidente das Farc morre na Venezuela, diz imprensa da Colômbia

Comandante dissidente das Farc morre na Venezuela, diz imprensa da Colômbia


El Paisa morreu durante a disputa com um outro grupo de dissidentes das Farc, segundo a mídia colombiana. Imagem de aqruivo mostra guerrilheiros das Farc se dirigindo para zonas transitórias, onde ocorriam desarmamentos
HO/Prensa Bloque Sur FARC/AFP
Um comandante de um grupo de guerrilheiros dissidente das Farc conhecido como El Paisa foi morto por outros rebeldes na Venezuela, informou a imprensa da Colômbia no domingo (5).
Com base em fontes dos serviços de inteligência dos dois países, vários meios de comunicação afirmaram que o líder guerrilheiro foi vítima de uma emboscada no estado fronteiriço de Apure, no oeste do país. Os governos do presidente colombiano Iván Duque e do venezuelano Nicolás Maduro confirmaram a informação. O exército da Colômbia afirmou que não estava a par do tema.
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O jornal "El Tiempo" informou que El Paisa, cujo nome é Hernán Darío Velásquez, "foi morto por um comando armado que o teria atacado com rajadas de fuzil e explosivos".
Por informações sobre seu paradeiro, o governo colombiano oferecia até US$ 750 mil de recompensa. Ele tinha 10 condenações por homicídio e terrorismo e 27 por sequestro.
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Velásquez foi um comandante das Farc até se afastar por discordar do acordo de paz pelo qual esse grupo resolveu se desarmar, em 2016.
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Apesar de ter sido um dos negociadores do pacto, em 2019 ele reapareceu com uniforme camuflado ao lado de Iván Márquez, ex-número dois das Farc, e Jesús Santrich, influente rebelde, para anunciar seu retorno às armas na denominada Segunda Marquetalia.
O governo da Colômbia denunciou diversas vezes que o grupo recebe proteção de Maduro, o que Caracas nega.
ONGs colombianas e venezuelanas afirmam que o grupo enfrenta os homens comandados por "Gentil Duarte", outro dissidente.
El Paisa teria falecido em um ataque pela disputade controle das zonas de narcotráfico na Venezuela, afirmou o canal NTN24.
Ele ficou famoso na Colômbia pelas ações armadas que planejou no comando de um grupo conhecido como coluna Teófilo Forero.
Por suas ordens, as Farc detonaram um carro-bomba no clube social El Nogal, em uma área exclusiva de Bogotá, que deixou 36 mortos e dezenas de feridos em fevereiro de 2003.
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Redação

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