Com alta nos casos de Covid-19, Vigilância em Saúde de Piracicaba orienta cautela para evitar nova onda no início de 2022

Com alta nos casos de Covid-19, Vigilância em Saúde de Piracicaba orienta cautela para evitar nova onda no início de 2022


Segundo coordenador, alta ainda não é necessariamente um cenário preocupante, mas a população deve manter os cuidados sanitários e distanciamento para evitar novas complicações. Unidade para atendimento de casos de Covid-19 em Piracicaba
Divulgação/Prefeitura de Piracicaba
Com alta na quantidade de confirmações de Covid-19 em Piracicaba nas últimas semanas, a Vigilância em Saúde orienta que a população tenha cautela e mantenha os cuidados sanitários para evitar uma nova onda da pandemia no início de 2022.
Piracicaba registrou, de 17 a 23 de dezembro, uma média de 20 casos de Covid-19 por dia. No mesmo período de novembro, a média era de 6 casos por dia, conforme os boletins epidemiológicos da prefeitura. Esse aumento não é refletido na quantidade de óbitos, que continua em patamares baixos.
Apesar da alta, o coordenador da Vigilância em Saúde, Moisés Taglieta, afirma que não é motivo para uma grande preocupação. "Essa ondulação nessa linha de novos casos, ela é típica de doenças virais. Você tem arrefecimento e recrudescimento dessas infecções por conta de ser viral mesmo […] Então você tem uma variação na curva dos casos, mas dentro do esperado. Ainda nada que nos alerte para uma questão mais complicada", explicou.
Mesmo não sendo motivo de grande preocupação por enquanto, o coordenador afirmou que é preciso manter os cuidados sanitários para evitar que essa possibilidade de uma nova onda seja concretizada.
"O que a gente tem como perspectiva para o início do ano é que se as coisas acontecerem como estão se demonstrando, que a gente tenha as festas de fim de ano transcorrendo de uma forma bastante normal entre as pessoas, e o carnaval que já tá todo mundo esperando, se a gente tiver isso, o risco que a gente enfrente uma onda da pandemia com uma força maior é grande."
Ele também diz que o aumento de casos pode ou não estar relacionado à variante ômicron. Até esta terça-feira (28) não há confirmação de casos da nova cepa na cidade, mas Taglieta afirma que pode haver a circulação, já que a região tem caso confirmado.
UPA Piracicamirim atende pacientes Covid em Piracicaba
Divulgação/ Prefeitura de Piracicaba
Casos mais leves
Diferente do que acontece ao redor do mundo, no Brasil a pandemia ainda não apresenta uma quarta onda, segundo Taglieta. O fato da maior parte da população estar vacinada trouxe um outro panorama para a pandemia, mas não significa que ela acabou, afirmou o coordenador.
"A gente está atravessando um período bem sensível, onde já tem as pessoas vacinadas, a sua imensa maioria […] Isso traz uma confiança para as pessoas que também não deve ser considerada, né? A gente não deve ter essa confiança, porque tá aí o surgimento de novas variantes."
Ainda conforme Taglieta, na possibilidade de uma nova onda, os casos não necessariamente seriam mais graves e com mais óbitos, mas por conta da alta taxa de transmissão da ômicron, a onda pode também comprometer o sistema de saúde, o que continua sendo a principal preocupação das autoridades sanitárias.
"Na minha perspectiva eu acredito que a gente possa ter um aumento de casos novamente, mas que a gente não vai ter a gravidade que a gente enfrentou no meio do ano. Porém obviamente alguns desses casos vão continuar sendo casos graves", explicou.
Preocupação com o sistema de saúde
De acordo com Taglieta, com a melhora dos indicadores a partir de julho e agosto e avanço da vacinação, o sistema de saúde da cidade deixou de ficar sobrecarregado com a pandemia e voltou a atender outras demandas.
"A gente pode ver que o sistema nunca conseguiu atender de forma totalmente a contento todas as demandas de saúde. Com o advento da pandemia isso piorou muito. O colapso é porque piorou demais. Nós tivemos um sério problema […] Você tem hoje quadro até de hipertensos que eram controlados antes da pandemia e você perdeu o controle desses casos por conta do não acompanhamento tão próximo."
Ainda conforme o coordenador, a perspectiva de uma nova onda pode prejudicar ainda mais o sistema. "A Saúde está recuperando tudo isso, se você tem uma nova onda na hora que você está recuperando tudo novamente, você vai ter esse choque até que você acomode tudo. E aí talvez tenha problemas em leitos de enfermaria, que são os leitos que estão sendo usados nos casos eletivos", explicou.
Anexo à UPA do Piracicamirim, em Piracicaba
Edijan Del Santo/EPTV
Taglieta explicou que leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), que foram abertos de forma emergencial para atender a alta demanda da pandemia, foram fechados com a redução dos casos graves. No caso de uma nova alta, pode haver um choque e o sistema de saúde pode sofrer um novo baque.
"A partir do momento que você tem que reativar, você vai ter todo um momento de reversão do que estava fazendo no sistema. Então o choque no sistema é sempre muito grande, o risco do sistema é não só ir ao colapso, mas ele não conseguir dar a resposta imediata à necessidade, é bastante grande."
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Redação

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