Com alta de casos, França recomenda trabalho remoto e proíbe grandes aglomerações

No mundo inteiro, pelo menos 2,3 mil voos foram cancelados por causa da variante ômicron. Com alta de casos, França recomenda trabalho remoto e proíbe grandes aglomerações
A França anunciou nesta segunda-feira (27) novas medidas de emergência para conter a transmissão do coronavírus. No mundo inteiro, pelo menos 2,3 mil voos foram cancelados por causa da variante ômicron.
A ômicron aprofunda o caos aéreo. Desde a véspera do Natal, mais de 9 mil aviões ficaram estacionados e passageiros, sem chão. Uma mulher não consegue voar para o enterro do pai.
Companhias aéreas explicaram que o principal problema é o contágio de tripulantes e de funcionários de aeroportos. Todas as pessoas que tiveram perto deles precisariam ficar isoladas. As piores baixas foram nos Estados Unidos e na China.
O contágio na França ultrapassou no sábado (25) a barreira dos 100 mil novos casos diários, a primeira vez desde o começo da pandemia. O presidente francês interrompeu as férias para adotar novas medidas de emergência.
O governo anunciou que vai diminuir para três meses o intervalo entre a segunda dose e a dose de reforço. Quem puder deve trabalhar de casa ao menos três dias por semana. O primeiro-ministro ainda impôs limite de público em eventos: 2 mil pessoas em ambientes fechados e 5 mil pessoas ao ar livre. Os shows não podem ter público em pé; nos bares e restaurantes, também.
As medidas vão valer por três semanas a partir da segunda-feira (3). O governo também quer mudar a lei sobre o passaporte sanitário. Se o Parlamento aprovar, não vai mais bastar um teste recente para entrar em lugares públicos – como restaurantes, cinemas, trens e ônibus. O certificado vai incluir comprovante de vacinação.
Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte também adotaram novas restrições já a partir desta segunda-feira (27).
Cada um dos três governos optou por regras diferentes, mas todos limitaram o número de participantes de reuniões, restabeleceram distanciamento social e normas mais rígidas para pubs, restaurantes e lugares de lazer.
A Inglaterra é a única das quatro nações que formam o Reino Unido que não apresentou novas restrições depois do Natal. É onde fica a maior taxa britânica de contágio. A região mais atingida é Londres: uma das estimativas conta um infectado para cada 20 pessoas. O governo britânico disse que não vai apertar as regras pelo menos até o ano novo. A aposta da virada é na dose de reforço contra a ômicron.

Redação

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