Campanha na internet arrecada US$ 1,7 milhão para homem inocentado após 43 anos preso nos EUA

Campanha na internet arrecada US$ 1,7 milhão para homem inocentado após 43 anos preso nos EUA


Kevin Strickland sempre afirmou que era inocente do triplo assassinato pelo qual foi preso. Juiz decidiu que ele foi condenado injustamente em 1979. Kevin Strickland sorri ao falar com jornalistas após sua libertação, na terça-feira (23), Cameron, Missouri
Rich Sugg/The Kansas City Star via AP
Uma campanha na internet já arrecadou mais de US$ 1,7 millhões para Kevin Strickland, um homem negro que foi inocentado nos Estados Unidos após 43 anos preso por um triplo assassinato.
"Têm sido dias bem ocupados para Kevin, que tem trabalhado para se reerguer e se reconectar com seus entes queridos", escreveu um representante da instituição responsável pela campanha, a Midwest Innocence Project.
"O seu apoio o ajudou a poder focar no que realmente importa nessa época — começar uma vida que ele não tem."
O caso de Strickland
Kevin Strickland, de 62 anos, foi libertado da prisão no final de novembro, depois que um juiz decidiu que ele foi condenado injustamente em 1979 por três assassinatos.
Ele sempre afirmou que estava em casa assistindo à televisão e não teve nada a ver com os crimes, que aconteceram quando ele tinha 18 anos.
Ele soube da decisão sobre sua libertação quando a notícia apareceu na televisão enquanto ele assistia a uma novela. Ele disse que os outros presos começaram a gritar.
O juiz James Welsh, um juiz aposentado do Tribunal de Apelações do Missouri, tomou a decisão depois de uma audiência probatória de três dias solicitada por um promotor do condado de Jackson, que disse que as evidências usadas para condenar Strickland haviam sido retratadas ou refutadas.
Welsh escreveu em seu julgamento que "evidências claras e convincentes" foram apresentadas que "minam a confiança do Tribunal no julgamento da condenação". Ele observou que nenhuma evidência física ligava Strickland à cena do crime e que uma testemunha-chave se retratou antes de sua morte.

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Redação

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