Câmara dos Deputados e Senado Federal aprovam criação do programa Transição Energética Justa

Câmara dos Deputados e Senado Federal aprovam criação do programa Transição Energética Justa


Programa deve assegurar a operação do Complexo Termelétrico Jorge Lacerda até 2040, dando tempo para a adaptação do sul catarinense à economia de baixa emissão de carbono O ano fechou com mais uma boa notícia para a economia do sul de Santa Catarina. A Câmara dos Deputados e o Senado Federal aprovaram a criação do programa de Transição Energética Justa, que estabelece as condições para que o Complexo Termelétrico Jorge Lacerda possa operar até 2040, por meio de um projeto de lei já encaminhado para ser sancionado pelo presidente Jair Bolsonaro.
Nesse período de 20 anos, a região poderá desenvolver novas tecnologias e se adaptar a uma economia de baixo carbono. É uma garantia de que o setor carbonífero poderá sustentar os compromissos econômicos, sociais e ambientais associados à continuidade dessa cadeia produtiva.
> Como a Termelétrica Jorge Lacerda se mantém estratégica no setor elétrico brasileiro
A medida ainda precisa retornar ao Senado para revisão antes da sanção presidencial. Trata-se, na verdade, de um seguro para a sociedade: a geração a partir do carvão contribui para assegurar a disponibilidade de energia nos momentos de escassez da geração hidrelétrica e de outras fontes renováveis, como a solar e a eólica. Sem isso, seria preciso recorrer a fontes de energia mais caras.
Segundo uma análise recente da consultoria Thymos, especializada no setor elétrico, o mecanismo de reembolso do combustível para o Complexo Termelétrico Jorge Lacerda evitou custos de 10 bilhões de reais para o setor elétrico brasileiro de 2006 a 2020.
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“Estamos falando de uma transição com investimentos em termelétricas mais eficientes, com menos emissões, com foco em subprodutos do carvão e uma política pública para o setor”, diz Fernando Zancan, presidente Associação Brasileira de Carvão Mineral (ABCM).
“É um compromisso da indústria investir nesse tipo de tecnologia, para que o processo seja cada vez mais sustentável”, conclui.
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Redação

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