Biden defende direitos humanos e combate ao autoritarismo e à corrupção na Cúpula pela Democracia

Representantes de 110 países participam da reunião virtual de dois dias organizada pelos EUA. Joe Biden afirmou que mais da metade das democracias do mundo apresentou declínio em pelo menos um aspecto da democracia nos últimos dez anos, incluindo a americana. Biden defende direitos humanos e combate ao autoritarismo e à corrupção na Cúpula pela Democracia
Representantes de 110 países estão participando da Cúpula pela Democracia. Uma reunião virtual de dois dias, organizada pelos Estados Unidos.
O presidente americano, em Washington, e os convidados, num telão, se reuniram para discutir um dos maiores desafios da atualidade: a defesa da democracia.

Joe Biden convocou todos a estabelecerem compromissos para combater o autoritarismo e a corrupção e proteger os direitos humanos. E disse que quer investir US$ 424 milhões no próximo ano em ações que apoiem a liberdade de imprensa, o combate à corrupção internacional e a defesa de eleições justas.

O presidente dos Estados Unidos afirmou que mais da metade das democracias do mundo apresentou declínio em pelo menos um aspecto da democracia nos últimos dez anos, incluindo a americana. Mas lembrou que o sistema é o melhor para estimular o potencial humano, defender a dignidade e resolver grandes problemas.

O secretário de Estado americano citou um desses grandes problemas: acabar com a pandemia. Antony Blinken defendeu que as democracias liderem esse esforço e acusou os governos autoritários de se aproveitarem da pandemia para consolidar seu poder. Países como China e Rússia ficaram de fora da lista.

Mas alguns convidados geraram polêmica, como Paquistão e Filipinas, por terem histórico de corrupção e de desrespeito aos direitos humanos.

O governo brasileiro, que vem recebendo críticas de diversas organizações internacionais, estava presente. Jair Bolsonaro gravou um vídeo, que vai ser apresentado na sexta-feira (10).

O anfitrião, Joe Biden, disse que nem todas as democracias são iguais e afirmou: "Estamos num ponto de inflexão da história. Este é o momento para determinar a direção que o mundo vai tomar nas próximas décadas”.

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Redação

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