Aumento de casos de gripe sobrecarrega postos de saúde em BH

Em dezembro, as UPAs da cidade atenderam quase 66 mil pacientes, a maioria com sintomas de gripe. Pacientes enfrentam salas de espera abarrotadas e longo tempo até o atendimento. Casos de gripe sobrecarregam postos de saúde em Belo Horizonte
Os casos de gripe cresceram muito em Minas Gerais e estão sobrecarregando os postos de saúde em Belo Horizonte.
Sala de espera abarrotada; pacientes prostrados, deitados em bancos. Em outra UPA, o jeito foi esperar do lado de fora, no gramado.
Crianças enfrentaram uma longa espera, com febre.
“Eles estão lá até agora. Já está passando mal ali, já deitou no chão”, contou o repositor Marlisson Santos.
“Eu passei a noite inteirinha com eles aqui, estava assim”, afirmou a doméstica Ivana Honorato da Silva.
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Em um pronto atendimento, teve briga: um paciente reclamou da demora para conseguir uma consulta, guardas municipais reagiram, segundo testemunhas, com arma de choque e golpes de cassetetes.
Imagens exibidas pelo Jornal Nacional mostram o momento em que o homem é imobilizado.
Uma mulher também foi contida pelos agentes.
“A médica me tratou com grosseria, falta de educação e com nojo”, contou a manicure Ana Cristina Moreira.
Neste mês de dezembro, as UPAs da cidade atenderam quase 66 mil pacientes, a maioria com sintomas de gripe.
“Em torno de 70% dos casos que procuram as UPAs são casos leves que podem ir para os 152 centros de saúde da cidade”, alegou Renata Mascarenhas, diretora de Assistência em Saúde/BH.
Mas quem procurou um centro também enfrentou espera.
“Eu vim trazer meu marido, que está passando mal já tem mais de três dias, e a gente está aqui já tem mais de quatro horas para ser atendido. Isso aqui é uma humilhação, uma falta de respeito”, disse a dona de casa Márcia Tavares.
Em nota, a Secretaria de Saúde de Belo Horizonte disse que se esforça para garantir atendimento mais ágil aos pacientes. Sobre a confusão vista na unidade de pronto atendimento, a Guarda Civil disse que foi chamada pela equipe médica para conter um paciente que fazia ameaças. Segundo a Guarda, o homem agrediu os agentes e precisou ser detido.

Redação

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