Após polêmica e disputa judicial, empresa começa instalar mina de ouro em Almas

Após polêmica e disputa judicial, empresa começa instalar mina de ouro em Almas


Aura Minerals detém direitos de exploração na região e prevê investimentos de R$ 375 milhões. Terreno pertence ao estado e foi alvo polêmica após o próprio governo alegar possíveis danos ambientais. Situação é em Almas, no sudeste do Tocantins
Divulgação
Está sendo lançado nesta quarta-feira (8) o projeto de mineração de ouro em Almas, no sudeste do Tocantins. O empreendimento é da empresa Aura Minerals e prevê investimentos de R$ 375 milhões. A instalação da mina chegou a ser suspensa pelo Tribunal de Justiça do Tocantins em maio deste ano após o próprio governo do Tocantins, por meio da Procuradoria-Geral, alegar possíveis danos ambientais.
O g1 questionou a empresa e o governo do estadual se houve alguma nova decisão judicial ou acordo para liberar a instalação do empreendimento e aguarda resposta.
A mina de ouro a céu aberto tem uma estimativa de vida útil de 16 anos e a produção prevista entre 45 e 52 mil onças – cada uma equivale a pouco mais de 28 gramas. Segundo a empresa, a obra vai gerar 400 empregos diretos e cerca de 1.200 indiretos.
Após o início da operação são previstos mais de 300 postos de emprego diretos e cerca de 2.700 indiretos. "Estimamos entrar em operação de 12 a 18 meses após o início, que é hoje", explicou o CEO da Aura, Rodrigo Barbosa.
A estimativa de arrecadação é de R$ 80,3 milhões para o município de Almas por Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM) e Imposto Sobre Serviços (ISS). Para os cofres estaduais a previsão é de R$ 30,3 milhões por CFEM e pagamento de royalties.
O empreendimento deve ser instalado a 15 quilômetros da cidade. O local deverá reunir todas as etapas de mineração e uma central de processamento com 100% de reaproveitamento da água.
A Aura Minerals afirma ainda que a barragem de rejeitos do projeto terá investimento na tecnologia de descontaminação total antes do depósito e não apresentam qualquer produto perigoso. Não há comunidades na região a jusante da barragem e por isso não há previsão de impactos.
Disputa judicial
O local onde será implementado o projeto é uma terra pública, que atualmente pertence a Agência Estadual de Mineração do Tocantins (Ameto). Porém a empresa, que se chamava Rio Novo Mineração Ltda, detém um direito de exploração que foi concedido pela União ainda na década de 1990.
A empresa também possui uma licença de instalação emitida pelo governo do estado em 2017, mas que estava vencida desde 2019.
Em abril deste ano a mineradora recorreu à 1ª Escrivania Cível de Almas e conseguiu uma decisão de posse provisória para instalação do projeto, mas o governo recorreu ao TJ e conseguiu suspender o projeto.
A empresa
A Aura é uma mineradora com origem no Canadá e gestão brasileira, que desenvolve e opera projetos de ouro e cobre nas Américas.
Os ativos produtores da Aura incluem a mina de ouro de San Andres em Honduras, a mina de ouro Ernesto/Pau-a-Pique no Brasil, a mina de cobre, ouro e prata de Aranzazu no México e a mina de ouro de Gold Road nos Estados Unidos.
A empresa tem outro projeto de ouro em desenvolvimento no Brasil, em Matupá, e um projeto de ouro na Colômbia, Tolda Fria, além de uma mina em cuidado e manutenção no Mato Grosso, São Francisco.
Veja mais notícias da região no g1 Tocantins.

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Redação

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