Após denúncia em abrigo, indígenas venezuelanos são transferidos para unidade de saúde em BH


Um grupo com 74 pessoas chegou a Belo Horizonte no dia 28 de setembro. Uma criança morreu de Covid-19 enquanto eles eram abrigados no Abrigo São Paulo. Após denúncias, cerca de 80 indígenas venezuelanos são transferidos para unidade de saúde em BH
Setra-BH
Cerca de 80 indígenas venezuelanos, da etnia Warao, que estavam no abrigo São Paulo, no bairro Primeiro de Maio, na Região Norte de Belo Horizonte, foram transferidos para a antiga sede da unidade de Saúde da Vila Pinho, na Região do Barreiro, na tarde desta segunda-feira (6).
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O grupo chegou na capital no dia 28 de setembro e ficou de forma provisória no abrigo destinado à população sem-teto. A Defensoria Pública chegou a denunciar que o local em que eles estavam era insalubre.
Alguns dos indígenas testaram positivo para Covid-19. Uma criança de 1 ano e 7 meses morreu em decorrência da doença no Hospital Infantil João Paulo II, em Belo Horizonte.
Segundo a Secretaria Municipal de Assistência Social, o imóvel atende às necessidades de preservação dos hábitos e características culturais do grupo.
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Denúncias MP
No dia 14 de outubro, o Ministério Público disse em nota que pretendia “buscar um diálogo com outras instituições, com os poderes públicos municipal e estadual (…), objetivando a criação de um fluxo de atendimento para outras demandas da mesma natureza que venham aportar em nosso Estado.”
Na época, a Prefeitura de Belo Horizonte informou que “o executivo tem mobilizado equipes para atendimento e acolhimento emergencial. Também estão sendo realizadas visitas a espaços para acolhimento adequado, mas ainda não há definição”.
A Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) também acompanha o caso.
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