Acusado de matar PM Juliane em 2018 em Paraisópolis e que estava na lista de criminosos mais procurados de SP é preso

Acusado de matar PM Juliane em 2018 em Paraisópolis e que estava na lista de criminosos mais procurados de SP é preso


Everton Guimarães Mayer foi detido na terça (7) pela Polícia Militar dentro de comunidade da Zona Sul da capital. Ele é acusado de participar do sequestro, tortura e assassinato da soldado Juliane dos Santos Duarte entre 2 a 6 de agosto de 2018. Outros dois acusados pelos crimes estão foragidos. Quatro réus estão presos e aguardam ser ouvidos pela Justiça. Everton Guimarães Mayer foi preso acusado de participar do assassinato da policial militar Juliane Duarte em agosto de 2018 em Paraisópolis, Zona Sul de São Paulo
Reprodução/Polícia Civil e TV Globo
Após três anos, a polícia prendeu um dos acusados sequestrar, torturar e matar a policial militar Juliane dos Santos Duarte em Paraisópolis, Zona Sul de São Paulo. Everton Guimarães Mayer, de 32 anos, foi detido pela Polícia Militar (PM) na terça-feira (7) na comunidade. Integrante de uma facção criminosa, ele estava na lista de criminosos mais procurados pela Polícia Civil no estado. A informação foi confirmada pelo Ministério Público (MP).
"A informação que recebi foi de que ele [Everton] foi preso em flagrante por porte de arma de uso proibido, ocorrência lavrada no 89º DP [Distrito Policial, Portal do Morumbi], e foi cumprido o mandado de prisão pendente do processo do homicídio", disse nesta quarta-feira (8) ao g1 o promotor do caso, Romeu Galiano Zanelli Junior.
Procurada pela reportagem para comentar o assunto, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) divulgou nota, por meio de sua assessoria de imprensa, para informar que a prisão ocorreu por volta das 16h40 na Rua Pasquale Galupi, na região do Morumbi.
De acordo com a pasta da Segurança, o homem foi detido por policiais militares que tinham ido atender uma ocorrência de incêndio dentro de Paraisópolis.
"Quando chegaram na Viela João da Mata, local informado para o deslocamento, os agentes desconfiaram de um homem que apresentou nervosismo com a presença policial", informou a SSP. "O homem resistiu a abordagem e tentou sacar uma arma que levava na cintura. Os policiais conseguiram desarmá-lo e o conduziram à delegacia."
Segundo a Segurança, o homem foi identificado no 89º DP, onde ficou constatado que ele "possuía seis mandados de prisão em aberto."
Everton Guimarães Mayer, o Tom, estava na lista de criminosos mais procurados de SP como um dos suspeitos foragidos pelo assassinato da PM Juliane Duarte em SP
Reprodução/Polícia Civil
Outros dois criminosos do grupo acusados pelos crimes estão foragidos e ainda são procurados. Quatro bandidos da mesma quadrilha estão presos. Todos são réus no mesmo processo que apura a morte da agente da Polícia Militar. A Justiça, no entanto, ainda não marcou uma audiência para interrogar os acusados e decidir se eles devem ser levados a júri popular.
A soldado Juliane tinha 27 anos quando despareceu na comunidade de Paraisópolis em 2 de agosto de 2018. Seu corpo foi encontrado no dia 6 daquele mesmo mês e ano. Estava baleado dentro de um carro abandonado no Bairro Campo Grande, na mesma região.
Todos os sete réus são acusados de integrar o Primeiro Comando da Capital (PCC), facção criminosa que age dentro e fora dos presídios.
Os crimes
De acordo com a acusação feita pelo Ministério Público, Juliane foi sequestrada, torturada e morta por ordem da quadrilha depois que ela, mesmo à paisana e sem uniforme, se identificou como soldado da Polícia Militar dentro de um bar em Paraisópolis onde estavam os criminosos. Ela estava de folga e tinha ido de moto comemorar o aniversário do filho de um casal de amigos que mora na comunidade.
Naquela ocasião, um dos clientes do lugar havia relatado o sumiço de um celular, e Juliane falou que era policial militar e ajudaria a localizar o aparelho. Os bandidos a pegaram em seguida. Ela ficou desaparecida por quatro dias até que foi encontrada morta.
Os réus foragidos são três homens, e os presos, uma mulher e quatro homens. Todos são acusados de cárcere privado, tortura e assassinato da soldado da PM. Eles também respondem por associação criminosa.
Ricardo Diniz Vieira está na lista de criminosos mais procurados pela Polícia pelo assassinato da PM Juliane Duarte em SP
Reprodução/Polícia Civil
Os dois réus que seguem foragidos são:
Ricardo Vieira Diniz (Boy);
Luiz Henrique de Souza Santos (Tufão ou Luizinho).
Os cinco acusados que estão presos são:
Everton Guimarães Mayer (Tom);
Felipe Carlos Santos de Macedo (Pururuca);
Eliane Cristina Oliveira Figueiredo (Neguinha);
Everaldo Severino da Silva Felix (Sem Fronteira);
Felipe Oliveira da Silva (Tirulipa).
Suspeito de envolvimento em morte de PM desaparecida em Paraisópolis é preso em SP
Reprodução TV Globo
Os sete réus são acusados de homicídio triplamente qualificado por motivo torpe com utilização de recurso que impossibilitou a defesa da vítima.
Eles também são acusados de cárcere privado e tortura, além de associação criminosa por pertencerem ao PCC.
O G1 não conseguiu localizar as defesas dos réus para comentarem o assunto até a última atualização desta reportagem.
Polícia prende mulher conhecida como "neguinha"
O Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) investiga o caso. Após a confirmação da prisão de Everton, a foto e dados dele vieram com a palavra "capturado" sobre as imagem. Ricardo também está na lista de criminosos mais procurados da Polícia Civil do estado.
Corpo da policial militar que tinha desaparecido em Paraisópolis será enterrado no ABC
O crime
O caso foi investigado pelo Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa da Polícia Civil que apurou o seguinte:
Juliane havia desaparecido em 2 de agosto de 2018 após ir de moto a um bar, na Rua Melchior Giola, na comunidade de Paraisópolis, na Zona Sul de São Paulo. Ela estava à paisana. Tinha ido ao local comemorar o nascimento do filho de um casal de amigos.
Segundo testemunhas, num dado momento, alguém perdeu um celular e ela se identificou como policial, colocando sua arma sobre a mesa e dizendo que ninguém sairia do bar até o aparelho aparecer. Isso chamou a atenção de criminosos no local.
Corpo foi encontrado dentro de um carro na Zona Sul de SP
Bruno Tavares/TV Globo
Quatro criminosos, todos encapuzados e armados, abordaram Juliane. O corpo dela foi encontrado no dia 6 de agosto com dois tiros na virilha e um disparo na cabeça, dentro do porta-malas de um carro na Rua Cristalino Rolim de Freitas, no Bairro Campo Grande, na Zona Sul de São Paulo.
Moto da policial militar desaparecida na comunidade de Paraisópolis
Reprodução/TV Globo
A moto dela foi encontrada depois. Câmera de segurança gravou um dos acusados abandonando o veículo, e isso ajudou a localizar os demais envolvidos no crime e um dos homens que levaram a PM de um bar.
Vídeo mostra homem deixando moto de PM desaparecida em SP
Mapa indica pontos em que PM desapareceu e foi encontrada morta em SP
Roberta Jaworski/G1
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Redação

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