‘Acho que a decisão já está tomada’, afirma secretário de Saúde do Rio sobre cancelamento do réveillon

‘Acho que a decisão já está tomada’, afirma secretário de Saúde do Rio sobre cancelamento do réveillon


Daniel Soranz disse que incertezas em relação à variante ômicron e o parecer contrário à realização da festa do comitê científico do Governo Estado colaboraram para a decisão. Soranz, sobre cancelamento do réveillon do Rio: ‘Muito difícil voltar atrás’
O secretário Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, Daniel Soranz, afirmou que o panorama epidemiológico na cidade é o melhor desde o começo da pandemia, mas incertezas em relação à variante ômicron e o parecer contrário à realização da festa do comitê científico do Governo Estado colaboraram para a decisão de cancelar a festa de réveillon na cidade e, segundo ele, a decisão já está tomada.
“Acho que a decisão já está tomada mas é importante olhar o panorama epidemiológico da cidade do Rio de Janeiro. Hoje, a cidade tem redução de internações, casos e mortes por Covid-19 há 14 semanas. Na última semana a gente teve 3 dias sem nenhum óbito por Covid-19. E o número de pessoas com casos graves são cada vez mais raros”, afirmou Soranz.
O secretário foi entrevistado no Conexão GloboNews na manhã desta segunda-feira (6). O cancelamento do réveillon foi anunciado pelo prefeito Eduardo Paes na manhã de sábado (4). Ele destacou que o comitê científico do município considerava possível a realização do evento, mas o comitê do poder estadual não e ele optou pela regra mais restritiva.
“Mesmo a gente tendo uma altíssima cobertura vacinal e um cenário epidemiológico muito favorável é preciso levar em consideração os apontamentos do comitê do governo do estado e por outros órgãos do governo”, disse o secretário.
Na manhã desta segunda, 31 pessoas estavam internadas com Covid na cidade, segundo o painel Covid da Prefeitura do Rio.
“Nosso panorama epidemiológico atual é muito favorável, a gente tem muito poucos casos de covid-19. O que gera uma preocupação é a nova variante e como ela vai se comportar. Será que ela ultrapassa a barreira vacinal? É mais grave do que as outras variantes? Até o momento não temos informações sobre ela que sejam suficientes para fazer esta afirmação”, afirmou Soranz.
Show de fogos celebra chegada de 2018 em Copacabana, no Rio de Janeiro
Tv Globo/Reprodução
Reunião
Uma reunião entre a prefeitura e o governo do estado está prevista para acontecer na quarta (8). Soranz comentou o endurecimento da cobrança de comprovantes de vacinação na cidade e ressaltou que é preciso que a medida também seja adotada nas entradas do país por via aérea e terrestre.
“Ninguém gostaria de estar cancelando esta festa incrível que é festa de réveillon da cidade do Rio de Janeiro. Mas o cenário, o clima de segurança, mesmo com um cenário epidemiológico muito favorável, limita determinadas ações”, disse Soranz.
Sobre festas particulares, o secretário afirmou que mudanças não estão previstas.
“A gente não tem nenhuma restrição para festas na cidade hoje. O que a gente tem é a necessidade de apresentação em clubes e festas fechadas do passaporte da vacina. Nestes locais é preciso que mostrem que todas as pessoas que estão ali estão vacinadas e também é preciso que as pessoas usem máscaras preferencialmente em locais fechados e nos abertos com grande aglomeração. Se não tiver mudança no cenário epidemiológico também não terá mudança nas medidas restritivas. A única mudança é a questão do réveillon na Praia de Copacabana, que é uma festa muito grande e não teria condição de verificar o passaporte vacinal de todos no local", afirmou o secretário.

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Redação

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