Polícia Militar/Divulgação

Absolvido na Justiça por homicídio da companheira é preso pela 2ª vez por ameaça a vizinho em Tatuí


Anísio Moreira Satel foi investigado por agredir a esposa de 72 anos em junho de 2020, mas foi absolvido por falta de provas. Em novembro, ele foi detido por ameaçar vizinho e agora teve a prisão preventiva decretada pelo crime. Anísio foi preso pela primeira vez em 2020, suspeito de matar a esposa Adelaide em Tatuí (SP)

O homem que passou por júri popular em setembro e foi absolvido pelo homicídio da companheira foi preso novamente nesta semana em Tatuí (SP). Segundo o Tribunal de Justiça (TJ), a prisão foi em decorrência das ameaças que ele fez a um vizinho em novembro deste ano.

Anísio Moreira Satel foi investigado por agredir Adelaide Selma Paulino Rende Satel no ano passado, mas foi absolvido por falta de provas depois do júri popular. Um alvará de soltura foi expedido e Anísio deixou a cadeia em setembro.

Apesar disso, o homem foi preso novamente dois meses depois, quando foi visto ameaçando um vizinho com um pedaço de madeira e uma faca. Segundo a Polícia Militar, foi registrado um boletim de ocorrência por ameaça, dano e coação, mas Anísio foi liberado na audiência de custódia.

Agora, a Justiça expediu um mandado de prisão preventiva contra Anísio, ainda por causa das ameaças e danos causados ao vizinho. Ele foi localizado na casa dele na segunda-feira (13), em Tatuí, e foi preso novamente pela Polícia Militar.

Júri popular
O homem respondia pelo crime de homicídio qualificado pois foi apontado pela Promotoria como autor das agressões e morte de sua companheira Adelaide.

Inicialmente, o júri popular de Anísio estava marcado para o dia 17 de agosto, mas ele não foi encontrado para a sessão plenária porque trocou de casa sem comunicar a Justiça e acabou não recebendo a intimação, de acordo com o TJ.

Na época, ele tinha sido beneficiado com a liberdade provisória e equipes da Polícia Militar realizaram diligências pela cidade para tentar localizar Anísio, que foi encontrado em um condomínio no bairro São Martins. Anísio foi preso preventivamente e o júri foi remarcado para 21 de setembro.

Durante a sessão, o Ministério Público sustentou a tese acusatória, pedindo a condenação do réu por homicídio qualificado por motivo fútil e por razões da condição do sexo feminino da ofendida, além da causa de aumento porque a vítima era maior de 60 anos.

Já a defesa pediu a absolvição do réu por negativa de autoria e, por maioria dos votos, os jurados absolveram o acusado “por não existir prova suficiente para a condenação”, conforme o TJ. A partir disso, foi expedido um alvará de soltura para Anísio.

O Ministério Público recorreu da decisão da Justiça, alegando que há prova do feminicídio, e o recurso ainda está em fase inicial, conforme o TJ.

De acordo com a defesa de Anísio, testemunhas afastaram qualquer responsabilidade do réu durante o júri. O advogado dele afirmou que, no dia dos fatos, Adelaide não foi agredida, mas caiu ao tentar descer pela janela da casa pendurada em uma corda.

Crime
Adelaide foi morta na manhã do dia 29 de junho de 2020 após ficar cinco dias internada com ferimentos graves depois de sofrer agressões.

O crime aconteceu na casa onde o casal morava, no bairro Jardim Santa Cruz. De acordo com o boletim de ocorrência, vizinhos do casal acionaram a polícia após ouvirem gritos por socorro e, durante uma tentativa de ajudar a vítima, foram recebidos com agressões e tiveram um carro e uma moto depredados pelo homem.

Os vizinhos foram levados ao pronto-socorro da cidade, onde passaram por exames de corpo de delito. Já a idosa, que sofreu fraturas no braço e um traumatismo craniano, precisou ser internada.
Anísio chegou a ser ouvido e um boletim de ocorrência por lesão corporal e violência doméstica foi registrado. Com a morte, a polícia acrescentou à investigação o crime de homicídio.

Em julho de 2020, o homem foi preso na casa onde morava, mesmo local do crime. A prisão foi acompanhada por diversos manifestantes, que passaram parte da tarde e da noite em frente à residência do homem pedindo a prisão dele.

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