Abertura de processo de impeachment de Castillo é rejeitada por Congresso do Peru

Abertura de processo de impeachment de Castillo é rejeitada por Congresso do Peru


Foram 76 votos contra, 46 a favor e 4 abstenções; para que processo fosse aprovado, precisaria de pelo menos 52 votos favoráveis. Esta foi a quinta moção de julgamento político contra um presidente peruano nos últimos quatro anos. O presidente do Peru, Pedro Castillo, em traje típico andino, discursa em Juliaca, na região de Puno, na terça-feira (7)
Carlos Mamani/AFP
O Congresso do Peru rejeitou na noite desta terça-feira (7) a proposta de abertura de um processo de impeachment do presidente Pedro Castillo. Foram 76 votos contra, 46 a favor e 4 abstenções. Para que o processo seguisse em frente, ele precisaria de pelo menos 52 votos favoráveis.
Esta foi a quinta moção de julgamento político contra um presidente peruano nos últimos quatro anos e recorda pedidos similares que provocaram a queda dos chefes de Estado Pedro Pablo Kuczynski, em 2018, e Martín Vizcarra, em 2020, lembra a agência France Presse.
O presidente, que assumiu o poder há pouco mais de quatro meses, virou alvo após um escândalo de suposta interferência do governo em promoções militares, o que motivou o pedido de sua destituição. Por este caso, ele também foi intimado a depor em 14 de dezembro à procuradora Zoraida Ávalos.
A moção foi apresentada há duas semanas por três partidos de direita, incluindo o fujimorista, e o plenário iniciou sua discussão durante a tarde, seguido por uma longa discussão antes da votação.
O debate da moção atrasou porque antes o plenário prestou uma homenagem à Polícia e depois começou a interrogar o ministro da Educação, Carlos Gallardo, sobre outras questões.
A possível saída de Castillo era mencionada desde sua eleição em junho, denunciada por partidos opositores como uma "fraude", apesar do aval dos observadores da OEA e da União Europeia.
Placar no plenário mostra resultado de votação sobre abertura de processo de impeachment do presidente peruano, Pedro Castillo, na noite de terça-feira (7)
Reprodução/Twitter/Congreso del Perú
O presidente convocou nos últimos dias um diálogo com os dirigentes da oposição na tentativa de se salvar do que qualificou como uma moção "sem respaldo e com absoluta irresponsabilidade". No entanto, Keiko Fujimori e outros líderes da direita se recusaram a falar com ele.
O professor rural de 52 anos venceu Fujimori no segundo turno da eleição presidencial em junho. Desde que assumiu o cargo, em 28 de julho, tem sido perseguido pela oposição por seus próprios erros e por divergências em seu partido que causaram a saída de dez ministros.
O partido que o levou ao poder, Peru Livre, afirmou que seus 37 parlamentares rejeitarão a moção, apesar das divergências com o presidente.
Durante a sessão do Parlamento em Lima, o presidente visitava as regiões sul-andinas de Apurimac e Puno.
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Redação

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